Política

Caiado afirma que sessão do STF foi 'escárnio' e 'briga de facção'

Candidato criticou a condução de julgamento e pediu atuação do Senado.

Estadao Conteudo 17/09/2026
Caiado afirma que sessão do STF foi 'escárnio' e 'briga de facção'
Ronaldo Caiado - Foto: © Sputnik / Guilherme Correia

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta quinta-feira, 17, que o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrido na terça-feira, 15, foi um "escárnio" e uma "briga de facção". A declaração foi feita em sabatina da Novabrasil.

Ao ser questionado sobre como a população se sente em relação à crise no STF, o candidato declarou que "bate um sentimento de luto". "O que nós vimos ali é um escárnio, ou seja, é uma briga de facção", referindo-se à sessão de julgamento que analisou o pedido do ministro André Mendonça para abrir uma investigação sobre as relações de seu colega, Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A sessão foi marcada por embates sobre vazamentos, a atuação da Polícia Federal e um suposto "viés político eleitoral" do processo.

Caiado criticou a postura do presidente do STF, Edson Fachin, afirmando que ele não poderia ter aceitado a questão de ordem do ministro Gilmar Mendes, que propôs que a abertura de investigação de Alexandre de Moraes fosse analisada em conjunto com a ação que aponta irregularidades na atuação de André Mendonça. O STF formou um placar de 4 a 3 para negar a questão de ordem.

O candidato ressaltou: "O Fachin, naquele momento como presidente, não podia ter aceitado nenhuma questão de ordem. Pelo regimento, você rejeita a questão de ordem e a matéria vai à votação no pleno. E como tal, teria autorização para a investigação sobre Alexandre Moraes".

Ele continuou: "Isso são os ministros tentando se explicar diante de um processo que enojou o Brasil pelo fato de autoridade, de pudor, da liturgia do cargo e do decoro do cargo". Caiado cobrou uma atuação mais forte do Senado Federal para encaminhar o impeachment.

Caiado disse que o STF foi fragmentado: "Quebraram como se quebra um ovo. Não tem como você reunir aquilo. Fragmentou o Supremo. Virou uma guerra entre um lado e outro que não tem costura".