Política
Se aceitarmos avocatória, 'estaremos abrindo avenida de tirania', afirma Dino
Ministro do STF critica possibilidade de relatoria provisória e defende a justiça coletiva.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino declarou nesta terça-feira, 15, que a Corte não deve aceitar a avocatória, que é a possibilidade de um ministro assumir a relatoria de um caso que não era originalmente seu.
A relatoria sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes estava a cargo de André Mendonça, mas foi assumida pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Durante sua manifestação, Dino afirmou: "Aqui não é lugar de quem busca aplauso. Aqui não é lugar de quem busca popularidade. Aqui não é lugar para fazer biografia. Aqui é lugar para fazer Justiça".
O ministro alertou que, se o STF concordar com a avocatória, poderá estar "abrindo uma avenida" de "autoritarismo", "despotismo" e "tirania". Ele enfatizou: "O que nos protege, como imperfeitos que somos, do erro: o colegiado e a lei".
Dino expressou que discorda do modo como Mendonça conduziu o caso, embora não seja a favor de sua retirada da relatoria. Contudo, ele reconheceu que Fachin "fez bem" ao suspender decisões sobre a destituição ou manutenção de Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Destacou, ainda, que acredita ser necessária a redistribuição em relação à investigação de Moraes.
Por fim, Dino defendeu que os processos ligados a Moraes e à condução da investigação por Mendonça, cuja análise está agendada para 23 de setembro, sejam julgados conjuntamente.
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