Política

STF: Fachin pede que Mendonça libere o sigilo do caso Master

Ministro do STF solicita levantamento de sigilo em 24 horas.

Estadao Conteudo 11/09/2026
STF: Fachin pede que Mendonça libere o sigilo do caso Master
Edson Fachin - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu pedidos feitos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo ministro Alexandre de Moraes, e solicitou ao ministro André Mendonça que levante, em até 24 horas, todo o sigilo sobre o caso do Banco Master.

Mendonça tornou parte do processo público na noite de quinta-feira, 10, mas manteve sob sigilo a investigação do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), relacionada ao dinheiro recebido pelo banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme "Dark Horse".

Em áudios revelados pelo Intercept Brasil, Flávio pediu R$ 134 milhões a Vorcaro para custear o projeto. Desse total, mais de R$ 60 milhões foram pagos, segundo a Polícia Federal (PF). Mendonça autorizou a PF a investigar Flávio em julho. Fachin ressaltou que o sigilo deve permanecer "exclusivamente" para diligências em andamento que possam ser comprometidas pela divulgação.

Mais cedo, nesta sexta-feira, Moraes encaminhou ofício ao presidente do Supremo em que requeria que fossem tornados públicos, "sem exceção", todos os procedimentos contidos ou relacionados ao inquérito do Master, "evitando-se escolha seletiva e direcionamento subjetivo e garantindo-se total isonomia e o respeito ao Devido Processo Legal".

O magistrado incluiu no documento uma tabela para argumentar que, além de manter processos inteiros sob sigilo, Mendonça também teria deixado de fora 180 peças nos 15 processos que foram tornados públicos ontem, 10.

Na tarde desta sexta, o vice-procurador-geral da República, Hildenburgo Chateaubriand Filho, também questionou o fato de a lista de documentos liberados por Mendonça sobre o caso Master não conter "grande parte dos procedimentos correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero".