Política

Izael do Sinteal rebate JHC e expõe fragilidades dos Gigantinhos

Candidato a deputado federal questiona projeto midiático enquanto rede de ensino está precarizada

11/09/2026
Izael do Sinteal rebate JHC e expõe fragilidades dos Gigantinhos
Izael Ribeiro defende mais responsabilidade com os recursos da Educação

Em resposta às declarações feitas por JHC em campanha, Izael do Sinteal se pronunciou esta semana falando sobre o programa Gigantinhos, que tem se tornado o carro chefe da propaganda do ex-prefeito de Maceió quando fala sobre educação.

Segundo o presidente licenciado do Sinteal, a iniciativa da prefeitura é uma forma de privatizar o uso dos recursos da educação, e na prática é uma solução provisória para um problema permanente, que já apresenta problemas que não podem ser vistos de fora, mas que já atingem diretamente a realidade lá dentro.

“Na verdade esse projeto prioriza repasses financeiros para organizações sociais e entidades privadas, enquanto a rede própria de ensino de Maceió foi entregue ao sucateamento. Então temos prédios abandonados, infraestrutura precarizada na maior parte da rede”.

O Gigantinhos, explica Izael, é um projeto de fachada.

“Precisamos de espaços que sejam adequados e seguros para a primeira infância, em vez de adaptações improvisadas para metas publicitárias, que é isso que acontece na verdade. Então nós seguiremos em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, para as crianças de Maceió, não esse projeto apresentado pelo JHC”.

Izael destaca que até aconteceram movimentações em resposta às denúncias do sindicato, mas que foi preciso acionar o Ministério Público para que isso acontecesse.

“Teve sim uma mudança de atitude do município que não foi voluntária não, foi somente após a nossa pressão, atuação conjunta com o Conselho Municipal de Educação, que a prefeitura se viu pressionada a iniciar reformas e intervenções, tanto nas escolas quanto nas creches da rede própria. E nós temos feito uma grande atuação. Primeiro a pressão por reformas, ação direta com o Ministério Público que forçou a gestão a intervir nessa estrutura sucateada municipal”, disse ele.

Com uma carência cada vez maior de profissionais da educação, a prefeitura segue sem realizar concurso, e mantém o formato de contratação temporária.

“Esses PSSs que eles vêm realizando estão oferecendo condições de trabalho cada vez piores, muitas pessoas passam e quando chegam na escola não ficam, porque o salário é muito baixo e a estrutura é ruim, não vale a pena para o trabalhador e a trabalhadora”, apontou Izael.

Izael defende mais responsabilidade com os recursos da educação. “Nós queremos transparência do Fundeb, que é a exigência da fiscalização rigorosa sobre os usos das verbas públicas direcionadas aos contratos privados”.

Sobre as condições de trabalho, Izael explica que sem isso os resultados trágicos já começaram a chegar.

“Quem está na escola está fazendo o que pode para garantir que o filho da classe trabalhadora tenha acesso a uma educação de qualidade, mas é humanamente impossível. É urgente a realização de concurso público, e o fim das OSs, na educação”.

Até mesmo a atuação educacional está sofrendo interferência. “Queremos dignidade pedagógica, nada de institutos de fora engessando nosso programa de aula”.