Política

Renan Santos defende agenda fiscal e critica poder do Centrão

Candidato sugere mudanças para melhorar a governabilidade

Estadao Conteudo 10/09/2026
Renan Santos defende agenda fiscal e critica poder do Centrão
Renan Santos - Foto: Reprodução / Instagram

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou que a prioridade em um futuro governo, durante a transição, deve ser implementar uma agenda fiscal. O presidenciável participou de um evento na Amcham nesta quinta-feira, 10, onde também defendeu a redução do poder do Centrão no Congresso Nacional.

"A gente tem uma PEC de ajuste fiscal do Rodrigo Júlio Lopes, do Novo, que pode economizar R$ 3,3 trilhões em dez anos, sem contar a economia gerada pela queda da taxa Selic, que representa um ganho de cinquenta bilhões por ano para cada ponto percentual da Selic", afirmou Santos.

O candidato criticou ainda aqueles que criam regras fiscais, mas são os primeiros a descumpri-las. "Vimos, no último governo de Bolsonaro, o teto de gastos, que era exaltado pela mídia, sendo desmantelado pela equipe de Paulo Guedes", comentou. "O fiscalismo acabou, precisamos de uma nova regra fiscal", completou.

Centrão

Renan Santos fez críticas contundentes ao Centrão, afirmando que o grupo não possui uma posição clara sobre uma reforma fiscal e apenas gera dificuldades para lucrar com facilidades. "É necessário mudar, na prática, o que permite ao Centrão agir dessa forma", disse. Ele destacou que a principal estratégia deve ser diminuir o poder desse grupo influente. "Os problemas que impedem o Brasil de avançar estão concentrados no Centrão", frisou.

Para Santos, o Centrão representa um sistema de amortecimento dentro do Congresso Nacional, obstruindo decisões que poderiam modernizar o país.

Ferramentas

O candidato defendeu a utilização de todas as ferramentas disponíveis, tanto para a aprovação de uma reforma fiscal quanto para a alteração de leis penais, visando resultados significativos no combate ao crime. "Isso nos permitirá acumular poder para enfrentar o Centrão, que, para mim, é o modelo de emendas que temos no Brasil", explicou.

STF

Renan Santos também apontou que a atual crise no Supremo Tribunal Federal (STF) é uma consequência do poder do Centrão. "Desde 2010, o STF se tornou um problema porque começou a responder a questões surgidas a partir da atuação do Centrão", concluiu.