Política

Fleming participa do Grito dos Excluídos neste 7 de setembro e reforça compromisso com as pautas do campo popular

A caminhada saiu da Praça Sinimbu e seguiu para a Avenida da Paz após o desfile oficial. O candidato também repudiou a ação policial que matou Amanda e cobrou investigação e punição dos responsáveis.

07/09/2026
Fleming participa do Grito dos Excluídos neste 7 de setembro e reforça compromisso com as pautas do campo popular
Fleming participa do Grito dos Excluídos neste 7 de setembro e reforça compromisso com as pautas do campo popularFleming participa do Grito dos Excluídos neste 7 de setembro e reforça compromisso com as pautas do campo popular

O candidato ao Senado por Alagoas Alexandre Fleming, da Unidade Popular (UP), participou nesta segunda-feira, 7 de setembro, da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, em Maceió, ao lado de partidos de esquerda, sindicatos, estudantes e movimentos sociais.

A mobilização começou na Praça Sinimbu e, após o desfile oficial do Dia da Independência, seguiu em caminhada até a Avenida da Paz. Neste ano, o Grito levou às ruas a defesa da terra, da paz, da moradia, da vida das mulheres, da soberania nacional e dos direitos da classe trabalhadora.

"Não existe independência verdadeira quando milhões de pessoas ainda não têm acesso à moradia, ao trabalho digno, à educação, à saúde e ao saneamento. O Grito dos Excluídos mostra que o 7 de setembro também é um dia de luta contra a desigualdade e por soberania popular", afirmou Fleming.

Durante o ato, o candidato reafirmou seu compromisso com o fim da escala 6 por 1, a redução da jornada para 36 horas semanais sem redução salarial, a taxação dos super-ricos, a valorização dos serviços públicos e a construção de políticas efetivas de moradia e geração de emprego e renda.

Em sintonia com a defesa da vida das mulheres, Fleming também reafirmou seu repúdio à ação policial que resultou na morte de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos e mãe de dois filhos.

Amanda foi atingida por um disparo efetuado por um policial militar durante uma abordagem na Comunidade Aldeia do Índio, na região da Grota do Cigano, no Jacintinho, na noite de sábado, 5 de setembro. Ela foi socorrida e levada à UPA Dr. Ismar Gatto, mas não resistiu.

As circunstâncias do disparo ainda estão sendo investigadas e há divergências entre a versão apresentada pela corporação e os relatos de testemunhas, vídeos e familiares. O caso deverá ser apurado pela Polícia Civil e acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar.

"Amanda foi morta por um tiro disparado por um agente do Estado. Isso exige uma investigação rigorosa, independente e transparente. Todas as imagens e provas precisam ser preservadas, o policial envolvido deve ser afastado preventivamente e, ao final do devido processo legal, os responsáveis devem ser punidos. A família de Amanda e toda a sociedade alagoana têm direito à verdade e à justiça", declarou Fleming.

O candidato também cobrou apuração da denúncia dos familiares sobre o possível desligamento da câmera corporal utilizada durante a ocorrência. Para Fleming, as imagens do equipamento, os registros de câmeras de segurança, a arma e a munição utilizadas devem ser imediatamente preservados e submetidos à perícia.

"Alagoas precisa romper com um modelo de segurança de altíssima letalidade e pouca resolutividade, que atinge principalmente a população pobre, negra e periférica. Câmeras corporais com uso obrigatório, controle externo da atividade policial e responsabilização em casos de abuso são medidas indispensáveis para evitar novas mortes", acrescentou.

Fleming encerrou sua participação reafirmando que sua candidatura estará ao lado das trabalhadoras e dos trabalhadores, das mulheres, da juventude e dos movimentos sociais.

"Participar do Grito dos Excluídos é reafirmar de que lado estamos. Em Alagoas, lutar por independência também significa enfrentar as oligarquias, defender os direitos do povo e construir uma alternativa política verdadeiramente popular", concluiu.