Política

Caiado defende PEC de Emergência Fiscal e medidas austeras em crises

Candidato à presidência cita cortes e uso de inteligência artificial em gastos públicos

Estadao Conteudo 04/09/2026
Caiado defende PEC de Emergência Fiscal e medidas austeras em crises
Ronaldo Caiado - Foto: Reprodução / Instagram

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) reiterou que, caso eleito, enviará ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Emergência Fiscal. Durante uma sabatina da Veja nesta sexta-feira, 4, o presidenciável afirmou que essa proposta pretende estabelecer um teto para os gastos do governo, tendo como referência a metade do crescimento do PIB.

Caiado defendeu que, em situações de emergência, são necessárias medidas austeras. Entre elas, destacou o corte de 100% das emendas impositivas e 25% dos repasses a todos os Poderes e órgãos independentes. Além disso, propôs a implantação de um sistema baseado em inteligência artificial que identifique onde o dinheiro dos benefícios está sendo desviado. O candidato também sugeriu um trabalho extenso de “varredura” em todas as áreas com benefícios fiscais para detectar usos indevidos.

“Ao fazer isso, o que vai acontecer? Cai pela metade a taxa de juros”, concluiu.

Política internacional

Quando questionado sobre política internacional, Caiado reafirmou a intenção de “resgatar o Itamaraty brasileiro”, afirmando que o órgão se tornou um “apêndice ideológico do governo”.

O candidato destacou que o País possui matéria-prima, mas ainda não se desvinculou da fase de “colônia”, uma vez que continua adquirindo tecnologia a preços elevados. Ele enfatizou que o Brasil não é relevante no setor tecnológico devido à falta de destaque do presidente da República e questionou: “Como é que você vai querer um presidente que fica alimentando esse 8 de janeiro?”, referindo-se à família Bolsonaro, sem mencionar os nomes diretamente.