Política
Tarcísio diz que tarifa da Sabesp hoje é 15% abaixo do que seria sem privatização
Governador defende privatização em visita às obras do Rodoanel Norte.
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira, 3, que a tarifa da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) está atualmente 15% abaixo do valor que, segundo ele, seria cobrado caso a companhia continuasse sob controle estatal.
"A nossa tarifa hoje é 15% abaixo daquela que nós teríamos se a Sabesp não tivesse sido privatizada", afirmou Tarcísio durante visita às obras do Rodoanel Norte, em Guarulhos (SP). O governador fez uma longa defesa da privatização da empresa e rebateu críticas do adversário Fernando Haddad (PT) sobre reajustes nas contas de água e esgoto.
Questionado sobre os reajustes feitos após a desestatização, Tarcísio disse que eles corresponderam à inflação e argumentou que não seria possível manter as tarifas permanentemente congeladas sem comprometer a capacidade de investimento da companhia.
"Você acha que a tarifa vai ficar congelada eternamente? Não tem como, senão você perde a sua capacidade de investimento", afirmou. "O contrato está sendo cumprido."
O governador resumiu sua defesa dizendo que, após a privatização, a tarifa caiu inicialmente e que os mecanismos criados pelo governo fazem com que os reajustes posteriores permaneçam abaixo daqueles projetados para a antiga estrutura da empresa.
"O fato é: houve a privatização, a tarifa baixou. Isso é fato", disse. "A tarifa da Sabesp pública ia aumentar e a tarifa da Sabesp privada está aumentando menos."
O candidato do PT ao governo paulista, o ex-ministro Fernando Haddad, tem criticado a evolução das tarifas e, segundo a pergunta feita ao governador, chegou a chamá-lo de "mentiroso" em peças eleitorais. Tarcísio classificou a postura como "campanha de baixo nível" e voltou a defender a privatização.
Segundo o atual chefe do Executivo paulista, o contrato prevê tarifas abaixo das projetadas para a Sabesp estatal. Ele atribuiu isso ao uso de 30% dos recursos da privatização e dos dividendos do Estado para amortecer a tarifa, além de uma mudança regulatória que só incorpora investimentos ao cálculo tarifário depois de realizados.
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