Política

Edinho: Ninguém está acima da lei, seja cidadão comum, governante, parlamentar ou judiciário

Liderança do PT defende mudanças na política e no Judiciário brasileiro

Estadao Conteudo 02/09/2026
Edinho: Ninguém está acima da lei, seja cidadão comum, governante, parlamentar ou judiciário
Edinho Silva - Foto: Evandro Macedo / LIDE

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira, 2, que "ninguém está acima da lei, seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do Poder Judiciário".

Embora não tenha mencionado diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a declaração de Edinho ocorre em um momento de possíveis investigações em relação ao ministro. Várias reportagens sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro foram veiculadas a partir de terça-feira, 1º.

No vídeo publicado em seu Instagram, Edinho destacou que "a campanha do presidente Lula defende que é urgente mudar o sistema político e judicial no Brasil, que vive uma profunda crise, que protege poderosos, perpetua privilégios e a corrupção".

O presidente do PT frisou: "O sistema apodreceu. É preciso acabar com a farra das emendas parlamentares, adotar um código de ética para todo o Judiciário e o MP, com o fim dos supersalários e a promiscuidade entre interesses públicos e privados. É preciso também a total transparência e controle dos gastos públicos em todos os níveis. Ninguém está acima da lei, seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do Poder Judiciário".

Ele ressaltou que "o povo brasileiro não suporta mais viver nesse sistema de corrupção e privilégios. É preciso ter muita maturidade para liderar as mudanças que o Brasil precisa. É preciso ter compromisso histórico com a democracia".

Edinho é o primeiro membro da cúpula da campanha petista a abordar, ainda que indiretamente, o tema que agitou o cenário político em Brasília nas últimas horas. O presidente Lula participou de uma cerimônia no Palácio do Planalto na manhã desta quarta-feira, 2, mas não comentou sobre Moraes ou a necessidade de investigações contra autoridades.