Política

Durigan: Juros são um problema, mas não podemos trazer elementos políticos para confundir

Críticas à confusão entre economia e política durante debate

Estadao Conteudo 01/09/2026
Durigan: Juros são um problema, mas não podemos trazer elementos políticos para confundir
O ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Durigan, admitiu que a atual taxa de juros é um problema, mas afirmou que não se deve misturar elementos políticos nesta discussão.

“Estamos em um período eleitoral, e as pessoas precisam ter clareza sobre qual projeto apoiar. Um projeto que nega a ciência, que ignora o meio ambiente e que não ajustou suas contas”, criticou Durigan durante debate na GloboNews com assessores econômicos das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (União).

“Os juros são, de fato, um problema. O que não podemos fazer é transformar um debate técnico em uma confusão política”, sustentou Durigan. Ele ainda destacou que várias empresas fecharam recentemente devido ao fechamento de 1.300 CNPJs pela operação na Carbono Oculto.

Questionado sobre uma possível crise no varejo, Durigan ressaltou que não se deve generalizar a situação, pois cada setor tem suas características. Ele argumentou que houve mudanças nos hábitos de consumo, especialmente com o aumento das compras online.

O atual ministro da Fazenda considerou que o Desenrola, programa de renegociação de dívidas, é um projeto pontual. “É um programa importante, que outros também pretendem replicar”, afirmou.

Segundo ele, há sinais de que as pessoas enfrentam dificuldades para quitar dívidas devido aos altos juros do cartão de crédito e do cheque especial. “Embora estejamos aumentando a renda das pessoas – ao isentá-las de imposto de renda na base do trabalho no Brasil – ainda assim elas estão endividadas devido a dívidas anteriores. Estamos proporcionando soluções pontuais”, completou.

Para as empresas, Durigan destacou a oferta de crédito a juros mais baixos. “Essas são as medidas viáveis que já foram apresentadas por este governo”, defendeu.