Política
Flávio Bolsonaro defende ajuste fiscal com tesouraço e novas receitas
Candidato propõe medidas para equilibrar contas e atrair investimentos.
O candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a defender um ajuste fiscal com "tesouraço" nos gastos públicos e aumento de receitas. A declaração foi feita em entrevista à Record, veiculada neste domingo, 30.
Flávio afirmou que o problema fiscal do País é resultado da gestão do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele declarou que irá resolver a questão "equilibrando as contas e cortando gastos". Mencionou ainda a proposta de um "tesouraço na burocracia, tesouraço nos impostos e tesouraço em mais de mil atos normativos que sua equipe econômica já está preparando para implementar logo no primeiro dia de governo, facilitando a vida de quem deseja empreender".
Ao ser questionado sobre novos recursos, Flávio ressaltou que buscará aumentos de receitas, sem elevação de impostos, além da redução das despesas, para, assim, diminuir a taxa de juros.
Data centers e saúde
O candidato também se manifestou a favor de um "data center soberano para o Brasil". Segundo ele, o País atualmente cria um ambiente hostil à atratividade desse tipo de investimento. "A taxa de 25% que o Brasil impõe para quem deseja estabelecer data centers aqui é exorbitante, enquanto em outras nações essa taxa é zero, além de oferecer benefícios para atrair esses empreendimentos, o que faz com que o Brasil perca oportunidades valiosas", argumentou.
Respondendo a preocupações sobre os impactos ambientais dos data centers, como o possível esgotamento de água, Flávio explicou que a solução técnica para o resfriamento dos equipamentos é o uso da própria água. "Acredito que projetos adequados podem permitir a reutilização da água que resfria os data centers, promovendo um ciclo sustentável", afirmou.
Além disso, Flávio defendeu a adoção de um "padrão Einstein" no atendimento à saúde pública. Mais uma vez, mencionou o médico Claudio Lottenberg como potencial ministro da Saúde, afirmando: "Quero implementar no SUS o padrão Einstein de atendimento".
Jair Bolsonaro como ministro
O candidato do PL à Presidência, Flávio, evitou responder se convidaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, para ser ministro em um possível governo. Após ser indagado duas vezes durante a entrevista, ele se restringiu a afirmar que nunca conversou com o pai sobre essa possibilidade.
"Como ministro, não sei. Nunca discuti isso com ele, se ele teria interesse. Como conselheiro, sim. Até hoje, escuto o presidente Bolsonaro e cada passo que dou nesta campanha é pensado nele. Gostaria que ele estivesse nas ruas junto comigo", comentou Flávio, enfatizando que um eventual cenário de Jair como ministro dependeria da vontade do ex-presidente.
"Tenho o privilégio de ter em casa um dos melhores quadros que o Brasil pode ter na política. Alguém que já foi presidente da República, um líder competente e honesto. Ele será sempre meu conselheiro", concluiu Flávio.
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