Política

Lula: Congresso aprovará fim da escala 6x1 e nenhum país vai 'meter o bedelho' no Brasil

O presidente defende a soberania nacional em ato em Belo Horizonte.

Estadao Conteudo 29/08/2026
Lula: Congresso aprovará fim da escala 6x1 e nenhum país vai 'meter o bedelho' no Brasil
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Mandel Ngan/Pool Photo via AP.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, 29, que o Congresso aprovará, na próxima semana, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1. Ele também reiterou a defesa da soberania nacional, assegurando que, enquanto for presidente, nenhum governo estrangeiro "meterá o bedelho" no Brasil.

"Nós vamos aprovar nesta semana o fim da escala 6x1, para que mulheres e homens tenham mais tempo de cuidar de suas vidas, de cuidar das crianças, de passear e de namorar também", declarou.

Lula participou de um ato em Belo Horizonte voltado à participação feminina na política, com a presença das ministras do governo, como Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), além de candidatas ao Senado de diversos estados, como Marília Arraes (PDT) e Eliziane Gama (PT).

Os dois temas abordados - defesa da soberania e o fim da escala 6x1 - estão entre os principais pontos da campanha de Lula. Durante entrevista à TV Globo nesta semana, o petista desviou desses assuntos ao responder perguntas sobre as investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro.

Nesta semana, o presidente se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir, entre outros tópicos, a PEC do fim da 6x1. O texto encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde o relator, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou um parecer favorável com base no projeto aprovado na Câmara.

Tanto ao defender a extinção da escala 6x1 quanto ao abordar a questão da soberania, Lula foi aplaudido pelos presentes. Ele expressou o desejo de tornar o Brasil um "país desenvolvido" ao final de um possível quarto mandato e que o país seja "respeitado".

"Estou determinado, ao final do meu próximo mandato, o Brasil será considerado um país desenvolvido. Não vai dever nada à China. Se isso é o que vocês desejam, fiquem certos de que dedicarei cada minuto da minha vida para que deixemos este país com uma juventude mais bem informada e melhor remunerada, e sendo respeitado. Enquanto Lula for presidente, nenhum governo estrangeiro meterá o bedelho neste país", declarou.

O presidente ainda convocou as mulheres a votarem em candidatas do sexo feminino e a se comprometerem com pautas relacionadas à defesa dos direitos das mulheres. Ele enfatizou que elas devem aproveitar a condição de serem a maioria da sociedade.

"Exerçam sua maioria. Deus já fez de vocês a maioria da população", ressaltou. Lula também fez um apelo semelhante aos trabalhadores, questionando: "Quando vejo um pobre defendendo um rico, fico pensando: 'O que ele pensa?'"

O petista mencionou que "a participação de mulheres em cargos de gestão no governo anterior era de 29%, e agora é de 38%". "E isso é pouco; precisamos chegar a 50% ou mais", afirmou, com a primeira-dama Rosângela Lula da Silva ao seu lado.

Lula também homenageou sua mãe, Dona Lindu, considerada por ele como "a heroína da minha vida". Ele ainda fez referência ao Pacto Nacional contra o Feminicídio, que está sendo promovido por seu governo em conjunto com os demais poderes da República. Segundo o presidente, desde a assinatura do pacto, foram aprovadas 11 leis, além de quatro decretos e três portarias sobre o tema, afirmando que "fizemos mais do que já havia sido feito no combate ao feminicídio".