Política

Junho Vermelho: campanha de incentivo à doação de sangue agora é lei

Nova legislação promove ações para aumentar doações no mês de junho.

Câmara dos Deputados 25/08/2026
Junho Vermelho: campanha de incentivo à doação de sangue agora é lei
Junho Vermelho: campanha oficializa incentivo à doação de sangue no Brasil. - Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

As campanhas de incentivo à doação de sangue ganharam impulso com a oficialização da campanha nacional Junho Vermelho. Sancionada pela Presidência da República, a Lei 15.491/26 busca estimular, durante o mês de junho, ações voltadas à conscientização da população sobre a importância de doar sangue.

Pela norma, o poder público deve criar e divulgar material didático, impresso ou digital, sobre a doação de sangue, além de promover ações educativas e eventos públicos de conscientização. Durante a campanha de mobilização, os prédios públicos serão iluminados na cor vermelha.

A lei teve origem no Projeto de Lei 205/22 , apresentado pelo ex-deputado Francisco Jr. Ao defender a proposta, ele destacou que o número de doadores é considerado baixo: em 2022, apenas 16 por cada mil habitantes no Brasil eram doadores regulares, o que representa 1,6% da população brasileira.

A proposta foi recebida na Câmara em março de 2024 e no Senado no mês passado, com o relator enviando o senador Wilder Morais (PL-GO).

Gesto voluntário
Em seu relatório, Wilder enfatizou que o ato de doar sangue depende exclusivamente do altruísmo e do gesto voluntário da população, sendo essencial para o atendimento de emergências traumáticas, a realização de cirurgias complexas e o tratamento contínuo de pessoas com doenças hematológicas, oncológicas e outras condições crônicas.

Wilder explicou que, mesmo contando com mais de 3,2 milhões de bolsas de sangue coletadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023, o cenário brasileiro ainda está aquém da meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS sugere que entre 2% e 2,5% da população seja doadora regular.

Segundo ele, embora 90% da população seja apta a fazer, a maioria o faz relatar ou nunca, devido a barreiras como a desinformação sobre os critérios e o processo de doação, mitos e medos infundados, ou simplesmente a falta de um chamado claro e motivador para a ação.