Política

Candidato ao governo do Rio, Ruas diz que mulheres 'vão decidir futuro do Brasil'

Douglas Ruas promete priorizar proteção e autonomia feminina em sua gestão.

Estadao Conteudo 22/08/2026
Candidato ao governo do Rio, Ruas diz que mulheres 'vão decidir futuro do Brasil'
Douglas Ruas - Foto: Reprodução / Instagram

O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), fez neste sábado, 22, um aceno ao eleitorado feminino e afirmou que pretende colocar a proteção e a autonomia das mulheres entre as prioridades de uma eventual gestão.

"Vamos ter um governo que vai respeitar as mulheres aqui no Estado do Rio de Janeiro... Vocês são a maioria da população. Vocês é que vão decidir o futuro do Brasil", declarou durante o lançamento de sua campanha, realizado no Maracanãzinho, na zona norte da capital fluminense.

Ruas afirmou que pretende garantir às mulheres segurança, acesso à saúde e oportunidades. Segundo ele, a autonomia financeira deve ser uma ferramenta de proteção para evitar a dependência de parceiros. "Sabemos que a melhor política de proteção para as mulheres é a autonomia financeira", destacou.

Na área de segurança pública, o candidato defendeu um Estado mais atuante no combate ao crime organizado e prometeu criar condições para que jovens tenham oportunidades antes de serem atraídos pela criminalidade. "Podemos ter um Rio seguro, onde o Estado possa enfrentar com toda força e coragem o crime organizado, para proteger as nossas famílias", afirmou.

Ruas também propôs antecipar a qualificação profissional para o primeiro ano do ensino médio, com o objetivo de aproximar a educação do mercado de trabalho. Ele acredita que os jovens devem deixar a escola com uma profissão e preparados para ingressar no mercado.

Na saúde, o candidato afirmou que pretende enfrentar as filas e descentralizar o atendimento. A proposta é criar centros integrados regionais, reunindo consultas com especialistas, exames de diagnóstico por imagem e pequenas cirurgias em um mesmo equipamento.

Ao defender uma mudança na condução do Estado, Ruas disse que busca um caminho diferente daquele adotado pelos governos fluminenses nas últimas três décadas.

Candidatos do PL do Rio de Janeiro utilizaram o evento do partido na manhã deste sábado, 22, para desestimular o voto em Eduardo Paes (PSD), a fim de evitar que os eleitores façam o chamado voto "Flávio-Paes". A estratégia visa reforçar a candidatura de Douglas Ruas ao governo do Estado, associando Paes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Show da Madonna e camarote na Sapucaí

Ruas mencionou o show da cantora Madonna realizado em 2024 na Praia de Copacabana para criticar o uso de dinheiro público em eventos. "Tem dinheiro para show da Madonna, tem dinheiro para a farra de camarote da Sapucaí. Por que a gente não pode atender e ter um governo inclusivo para todos?", questionou no Maracanãzinho.

Ele afirmou que, durante sua eventual gestão, não haverá mais a prática de distribuição de convites para autoridades assistirem ao Carnaval do Rio: "Já avisei a quem quer que seja, deputado, secretário, ministro: Se quiser ir para o Carnaval ano que vem, pode comprar o seu ingresso, não vai ter dinheiro público para bancar camarote", disse.

Ruas também aproveitou o discurso para criticar o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), seu principal adversário. "Estão me perguntando: 'Você não quer show?' Respondo: 'Quero show. Quero um show de segurança no Rio, de educação, de saúde, de proteção para as mulheres. No nosso governo vai ter show, mas o protagonista do show não é a Madonna nem o Eduardo Paes. É você, cidadão do Estado do Rio de Janeiro", enfatizou.

As declarações foram feitas um dia após o Datafolha revelar que Paes lidera a disputa pelo governo fluminense com 41% das intenções de voto, enquanto o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, aparece em segundo lugar com 19%, seguido pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que soma 9%.

Pazuello: Mulheres vão definir a eleição

Candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde no governo Bolsonaro, afirmou que a eleição deste ano é a chance de resgatar Jair Bolsonaro.

"Dizer que 8 de janeiro foi golpe de estado não existe. Não existe golpe de estado contra prédios no domingo", declarou em evento da candidatura à Presidência de Flavio Bolsonaro no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Enquanto aguardam a chegada do candidato, aliados se apresentam no ginásio parcialmente ocupado.

"As mulheres vão definir a eleição de 2026, pela simples razão de que são mais conservadoras que os homens", completou.