Política
Rui Palmeira diz que Rodrigo Cunha recebeu "uma bomba-relógio" nas finanças da Prefeitura de Maceió
Vereador afirma que nova gestão enfrenta dívidas milionárias, questiona destino do aumento das receitas e cobra explicações sobre a situação financeira do município
Em entrevista concedida à Rádio Jovem Pan News Maceió, na manhã desta segunda-feira (20), o vereador Rui Palmeira (PSD) fez duras críticas à situação financeira deixada pela gestão do ex-prefeito JHC e afirmou que o atual prefeito, Rodrigo Cunha (Podemos), assumiu a administração municipal com uma "bomba-relógio" nas mãos.
Durante a entrevista, Rui disse que esperava que a administração anterior tivesse deixado recursos suficientes para garantir a estabilidade financeira do município pelo menos até o período eleitoral.
"Eu imaginava que ele fosse deixar pelo menos o dinheiro para o Rodrigo Cunha chegar até outubro, até o período eleitoral. Não sei se foi uma coisa deliberada, mas o Rodrigo Cunha recebeu uma bomba-relógio", declarou
O vereador citou como exemplo os débitos acumulados na área da limpeza urbana. Segundo ele, apenas uma das empresas prestadoras de serviço teria cerca de R$ 45 milhões a receber, enquanto outra empresa também possuiria valores de grande monta.
"Se ele recebe somente na limpeza urbana um débito de uma empresa de R$ 45 milhões, tem outra empresa que deve ter um valor semelhante. Então a gente imagina que a situação é caótica das finanças do município."
Rui Palmeira também chamou atenção para o crescimento da arrecadação municipal nos últimos anos. Segundo ele, entre 2021 e 2026 houve aumento significativo das receitas próprias, dos repasses do Fundeb e da chegada de recursos oriundos de emendas parlamentares.
Na entrevista, o vereador lembrou que Maceió apareceu recentemente entre os municípios brasileiros que mais receberam recursos por meio das chamadas emendas Pix.
"Em um período de crescimento econômico, de 2021 para cá, as receitas aumentaram. O dinheiro da Educação, através do Fundeb, aumentou consideravelmente, assim como as emendas apresentadas por deputados e senadores."
Ele mencionou reportagem publicada na imprensa nacional sobre o volume de recursos destinados ao município e afirmou que parte significativa dessas verbas teria sido utilizada para custeio da saúde.
"Maceió saiu na lista entre as cidades que mais receberam emendas Pix. Foram quase R$ 150 milhões. A reportagem informa que a maior parte desse recurso foi destinada ao custeio da saúde. Isso possivelmente ajudou a bancar a folha e os servidores da área."
Ao final, Rui questionou como a Prefeitura enfrentará os próximos meses diante do cenário financeiro descrito por ele e cobrou esclarecimentos sobre a utilização dos recursos recebidos nos últimos anos.
"O que vai ser de março em diante sem esse dinheiro este ano? A gente fica se questionando realmente o que fizeram com tanto dinheiro e como é possível que hoje falte dinheiro para a base."
As declarações do vereador ampliam o debate sobre a situação fiscal da Prefeitura de Maceió no início da gestão de Rodrigo Cunha. Até o momento, a administração municipal não havia se manifestado sobre as afirmações feitas durante a entrevista. A reportagem permanece aberta para receber eventual posicionamento da Prefeitura de Maceió e dos citados.
Mais lidas
-
1RECONHECIMENTO
"Quando eu nasci, tudo isso era um só território, era Palmeira dos Índios", diz Dr. Wanderley ao receber título de Cidadão Honorário de Estrela de Alagoas
-
2CVRISE FINANCEIRA
Tesouro Nacional bloqueia repasses do FPM para cinco municípios de Alagoas
-
3ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
4CULTURA E TURISMO
Palmeira dos Índios anuncia hoje a programação oficial do Festival de Inverno 2026
-
5CORRUPÇÃO
Rio tem R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção