Política
Portal do STM está fora do ar desde 2 de julho por incidente de segurança cibernética
Sem previsão de retorno dos serviços
O portal do Superior Tribunal Militar (STM) está fora do ar desde o dia 2 de julho devido a um incidente de segurança cibernética . Os sistemas afetados foram isolados e não há previsão para o retorno total dos serviços.
Segundo definição do portal do governo federal, um incidente cibernético é qualquer evento confirmado ou sob suspeita que possa comprometer a segurança da informação. A lista de exemplos inclui ataques de negação de serviço, invasões de sistemas, uso não autorizado de dados, desfiguração de páginas e vazamento de informações.
A reportagem do tribunal nesta terça-feira, 14, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
De acordo com a nota encaminhada ao site Poder 360 , no dia 2 de julho, o STM concorda uma indisponibilidade em seu portal eletrônico compatível com um incidente de segurança cibernética. A partir da detecção, as equipes acionaram os protocolos de segurança previstos para a ocorrência.
Como primeira medida, os sistemas afetados foram isolados e o acesso externo foi bloqueado de forma preventiva, com o objetivo de resguardar a integridade dos dados da instituição. Em seguida, teve início o processo de análise técnica e recuperação dos sistemas.
O caso foi comunicado às autoridades policiais e aos órgãos de inteligência competentes, que passaram a investigar a origem do incidente.
Passadas quase duas semanas do início do problema, o portal segue indisponível. A Corte afirmou que trabalha para restabelecer os serviços com segurança e que vai manter a sociedade informada na medida em que haja confirmações.
Os órgãos governamentais serviram entre os principais alvos de ataques cibernéticos no país ao longo de 2025. Os ataques cibernéticos atingiram instituições como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), a operadora do Aeroporto Internacional de Guarulhos e as Forças Armadas.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Timeout, em junho de 2025, que descobriu a prisão de dois suspeitos e o não cumprimento de quatro mandatos de busca e apreensão em São Paulo, no Paraná e no Distrito Federal. O grupo foi apontado como responsável por ataques de negação de serviço (DDoS) contra sites de instituições públicas e privadas.
Mais recentemente, em junho, o sistema de alertas da Defesa Civil Nacional também foi alvo de uma invasão hacker. A plataforma da Defesa Civil alertou sobre o disparo de mensagens falsas de "alerta extremo" - com a palavra "misantropia" e, em alguns casos, referências a um suposto "ataque especializado" - para celulares em oito capitais.
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