Política
Nikolas nega envolvimento em vídeo de Michelle contra Flávio Bolsonaro: 'Renuncio se provarem'
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) negou envolvimento com o vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) relata ter sido desrespeitada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na publicação no X nesta terça-feira, 7, Nikolas afirmou que não teve “qualquer participação” no episódio. “Digo mais: se conseguirem provar que eu participei, coordenei ou me envolvi na produção desse vídeo, eu renuncio ao meu mandato”, escreveu.
Segundo o parlamentar, trata-se de uma tentativa de preconceito. "Ao que parece, mais uma vez indivíduos mal-intencionados estão brifando a imprensa da qual sempre se mostraram inimigos para criar narrativas contra mim. É nisso que a direita está se transformando", criticou. Nikolas também negou que esteja trabalhando para eleger uma bancada de deputados e sair do PL. "Se essa fosse a intenção, eu já estaria em outro partido", disse.
Segundo apuração da jornalista Andreia Sadi , da GloboNews, pessoas próximas aos envolvidos dizem que profissionais que trabalham, já trabalharam ou conhecem como Nikolas fazem seus vídeos ajudando Michelle com as gravações, roteirização e contextualização das informações.
Na última sexta-feira, 3, Nikolas esteve ao lado de Flávio durante o 3º Seminário de Comunicação do PL, no Rio de Janeiro. Em gravação de cerca de 27 minutos, publicada no dia 24 de junho, a ex-primeira-dama relatada nas redes sociais que o enteado a humilhou por telefone.
"Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendi nada de política", afirmou Michelle. O desentendimento começou em dezembro do ano passado, quando Michelle criticou publicamente a decisão do diretório cearense do PL de apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Estado.
Flávio negou ter desrespeitado a madrasta, afirmando que "nunca" maltratou e humilhou uma mulher na vida e "jamais o faria com a esposa do próprio pai". Ainda segundo o senador, o convite para que Michelle se engaje em sua pré-campanha à Presidência da República “segue de pé” e seu coração “segue aberto”.
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