Política

Lula leva tom de campanha à Cúpula do Mercosul e defende momento econômico do Brasil

Presidente criticou o governo Bolsonaro, afirmou que disputará as eleições em outubro e disse que o País vive fase de recuperação econômica.

Estadao Conteudo 30/06/2026
Lula leva tom de campanha à Cúpula do Mercosul e defende momento econômico do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderou à 68ª Cúpula do Mercosul o tom de discurso que foi adotado em eventos institucionais pelo País. Após ler a fala preparada por sua assessoria, Lula criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou, diante dos chefes do Estado da América do Sul, que será candidato em outubro para defender a democracia no Brasil.

“Pela maior política de inclusão social já feita na história do Brasil, eu, aos 80 anos, com a vitalidade de um jovem de 20, vou concorrer às eleições para poder garantir que o Brasil mantenha-se como país democrático, porque não é possível a gente imaginar irresponsáveis ​​governando um país de 215 milhões de habitantes”, declarou.

Ao defender sua gestão, Lula citou temas recorrentes em seus pronunciamentos, como a redução da inflação acumulada e do desemprego, o crescimento da massa salarial e a expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Para criticar a administração bolsonarista, envolve a paralisação de obras e a extensão de ministérios vinculados às áreas sociais.

"Era um país de terra arrasada. O país está recuperado. Vive o seu melhor momento econômico e de crescimento nesse período em que o mundo está vivendo em crise. Por essas razões, eu vou concorrer às eleições mais uma vez", afirmou o presidente.

Lula também criticou a falta de solidez institucional do Mercosul, ao observar que mudanças de governo paralisarão ações regionais. Segundo ele, o bloco seguirá como prioridade do Brasil, independentemente de quem for eleito para governar o País em outubro.

No discurso, o presidente afirmou ainda que o Brasil sonha em se tornar uma nação desenvolvida, mas sustentou que agentes externos dificultam historicamente o crescimento econômico brasileiro.