Política

Deltan Dallagnol diz que pode lançar esposa ao Senado pelo Paraná se candidatura for barrada

Ex-procurador da Lava Jato afirma que Fernanda Dallagnol ou Paulo Martins podem disputar a vaga caso a Justiça Eleitoral indefira seu registro

Estadao Conteudo 24/06/2026
Deltan Dallagnol diz que pode lançar esposa ao Senado pelo Paraná se candidatura for barrada
O ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol - Foto: José Cruz/Agência Brasil Fonte: Agência Senado

O ex-procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou que pode lançar a esposa, Fernanda Dallagnol, ao Senado pelo Paraná caso sua candidatura seja indeferida pela Justiça Eleitoral. Em entrevista ao podcast A Tia Pod, ele disse que o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (Novo), também é uma alternativa para disputar a vaga.

“Se eles me tirarem antes da eleição, eu vou colocar no meu lugar ou o Paulo Martins ou a minha esposa. São duas possibilidades. Ou o Paulo Martins, que é alguém que eu gosto, bom, ponta firme, fantástico, ou a minha esposa. Ela não quer. Eu acho que eu não vou conseguir convencer ela, mas seria uma possibilidade simplesmente para dizer: o sistema não vai vencer, o sistema não vai vencer e a gente vai estar lá representado”, afirmou.

Dallagnol disse, no entanto, partir do pressuposto de que a Justiça Eleitoral validará sua candidatura.

Fernanda Dallagnol é advogada, empresária e embaixadora do movimento Mulheres pelo Novo Paraná, ligado ao partido. Nas eleições municipais, ela chegou a ser cogitada para disputar a Prefeitura ou a Vice-Prefeitura de Curitiba, além de uma vaga na Câmara Municipal, mas não concorreu a nenhum cargo.

Dallagnol teve o mandato de deputado federal cassado em 2023 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa, após pedir exoneração do Ministério Público Federal (MPF) enquanto respondia a 15 procedimentos administrativos. Ele não foi expressamente declarado inelegível pela Justiça Eleitoral, mas sua situação pode ser questionada por adversários.

Eleito deputado federal em 2022, Dallagnol teve a candidatura cassada pelo TSE em maio de 2023. A Corte Eleitoral entendeu que ele deixou o cargo no MPF com antecedência para evitar o avanço de procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e, assim, burlar regras de inelegibilidade.