Política
PT decide lançar candidatura própria em Minas após reunião com Lula, mas ainda não define nome
Partido abrirá discussão interna para escolher quem disputará o governo mineiro no segundo maior colégio eleitoral do País
Após meses de indefinição, o PT decidiu que terá candidatura própria ao governo de Minas Gerais. A decisão foi tomada depois de uma reunião da bancada mineira com o presidente Lula nesta quarta-feira, 24. Agora, o partido abrirá uma discussão interna para definir o nome que disputará o governo no segundo maior colégio eleitoral do País.
O aval de Lula à candidatura própria foi confirmado, em nota, pela deputada estadual e presidente do PT-MG, Leninha.
“O entendimento construído coletivamente reafirma uma resolução decidida há um mês de que o Partido dos Trabalhadores vai apresentar uma candidatura própria em Minas Gerais. As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, afirmou.
O desejo inicial de Lula era lançar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Durante meses, o petista trabalhou para convencer o aliado a entrar na disputa, mas Pacheco resistiu às investidas e acabou recusando a candidatura. A negativa obrigou Lula a recalcular a rota no Estado, considerado um dos mais estratégicos para a eleição presidencial.
Desde a República Velha, todos os candidatos que venceram a disputa em Minas Gerais também triunfaram no pleito nacional.
Antes de dar aval à candidatura própria, Lula chegou a flertar com o apoio a outros nomes, como o do ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato da sigla ao Palácio Tiradentes. A possibilidade, no entanto, enfrentou resistência dentro do PT mineiro em razão do histórico político do emedebista.
Azevedo iniciou a militância política no PSDB, período em que os tucanos tinham Aécio Neves como principal liderança em Minas Gerais, e foi favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Também houve uma tentativa de reaproximação com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), mas as conversas não avançaram.
A principal cotada para disputar o governo de Minas pelo PT é a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos. A petista, no entanto, resiste à ideia e vinha defendendo que o melhor caminho para o partido seria apoiar uma chapa encabeçada por outra legenda.
Na semana passada, Marília não participou de dois eventos de Lula, realizados em Belo Horizonte (MG) e Divinópolis (MG). A ausência foi interpretada como um sinal de incômodo com a movimentação para lançá-la candidata ao governo. Ela justificou que está focada na pré-campanha ao Senado e que cumpria agenda em outra região de Minas.
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