Política

JHC tenta colar apoios de Luciano Barbosa e Lula Cabeleira, mas narrativa desmancha em menos de 24 horas

Prefeito de Arapiraca nega informação e ex-prefeito de Delmiro Gouveia reafirma voto em Renan Filho. Apoios que não se sustentaram, cola que largou ligeiro

Redação 17/04/2026
JHC tenta colar apoios de Luciano Barbosa e Lula Cabeleira, mas narrativa desmancha em menos de 24 horas

Dois movimentos políticos tentaram ganhar corpo ao longo da semana em Alagoas, ambos com o mesmo objetivo: projetar a ideia de que lideranças expressivas do interior estariam aderindo à pré-candidatura ao governo do Estado de João Henrique Caldas.

De um lado, no Agreste, o nome do prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa. Do outro, no Sertão, o do ex-prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa, figura influente na política local e pai da atual prefeita Viane Costa.

As duas narrativas circularam com força nas redes sociais e em veículos alinhados ao grupo político do ex-prefeito da capital. No entanto, o que parecia um movimento de expansão política perdeu força na mesma velocidade em que surgiu.

Desmentidos rápidos e diretos


No caso de Luciano Barbosa, a resposta veio de forma objetiva. O prefeito de Arapiraca limitou-se a negar a informação, afirmando que o suposto apoio simplesmente “não procedia”.

Já no Sertão, Lula Cabeleira foi além. Além de desmentir a adesão, fez questão de deixar clara sua posição política:

“Conheço JHC desde menino, filho de um amigo, João Caldas. Mas meu voto é em Renan Filho”, afirmou.

A declaração teve peso político por vir de uma liderança tradicional da região e com influência direta no cenário local.

Narrativa desmontada em tempo recorde


O que se viu, na prática, foram duas tentativas de criar um ambiente favorável por meio da percepção de apoio político — estratégia comum em pré-campanhas. No entanto, a rápida reação dos citados desmontou a narrativa antes que ela ganhasse consistência.

Em menos de 24 horas, o que foi apresentado como avanço político se dissipou.



“Colou?” Não. Descolou.


No jargão político, a tentativa foi clara: colar apoios para construir força. Mas, desta vez, não colou.

Descolou — e rápido.


O episódio revela não apenas a fragilidade das informações disseminadas, mas também o cuidado crescente de lideranças políticas em controlar publicamente suas posições, especialmente em um cenário pré-eleitoral onde cada gesto, palavra ou silêncio pode ser interpretado como sinal de alinhamento.

No tabuleiro que começa a se desenhar, uma lição ficou evidente: nem toda narrativa resiste ao teste da realidade.