Política

Oração, tempestade e polêmica: fala de Irmã Mônica viraliza após chuva com raios em ato bolsonarista

Redação 25/01/2026
Oração, tempestade e polêmica: fala de Irmã Mônica viraliza após chuva com raios em ato bolsonarista

Uma transmissão religiosa conduzida por Irmã Mônica ganhou enorme repercussão nas redes sociais neste domingo (25), poucas horas antes de uma forte tempestade atingir Brasília durante um ato político de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. No vídeo, a religiosa faz uma oração fervorosa pedindo “chuva com trovão” para dispersar manifestantes que bloqueavam rodovias federais e, em seguida, agradece a Deus ao ouvir trovoadas.


A coincidência temporal entre a oração e o temporal — que incluiu raios e causou pânico entre participantes do ato — transformou o episódio em combustível para debates acalorados. De um lado, apoiadores da religiosa interpretaram o momento como resposta divina; de outro, críticos alertaram para o risco de associar fenômenos naturais a discursos de confronto político, especialmente em um ambiente já polarizado.


O conteúdo da oração


Na gravação, Irmã Mônica critica bloqueios em BRs, chamando-os de prejuízo à vida de trabalhadores, e pede a Deus que “mande chuva a noite toda” para que os manifestantes “desocupem a estrada”. Em trechos seguintes, agradece pela “resposta com trovão”, ora pela proteção do Brasil e pede que “nenhuma ferramenta se levante” contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Outros participantes do vídeo reforçam o tom, condenando o uso de símbolos religiosos em protestos políticos e fazendo críticas duras a segmentos da igreja evangélica que aderiram aos bloqueios.


Reações e leitura pública


Especialistas em religião e política destacam que não há relação causal entre oração e descargas elétricas, lembrando que tempestades são eventos meteorológicos previsíveis em determinadas condições climáticas. Ainda assim, reconhecem que a narrativa simbólica mobiliza emoções e amplia o alcance do discurso nas redes.


A viralização também reacendeu o debate sobre messianismo político e o uso da fé para legitimar posições partidárias. Para críticos, o episódio ilustra como discursos religiosos podem intensificar antagonismos; para defensores, trata-se do exercício legítimo da crença.


Enquanto a tempestade foi registrada por órgãos de meteorologia como fenômeno natural, a leitura política do episódio segue dividindo opiniões — e reforçando o clima de tensão que marca o debate nacional.


Em meio à polêmica, o fato concreto permanece: a chuva caiu, os raios assustaram, e a discussão sobre os limites entre fé, política e responsabilidade pública voltou ao centro do palco.