Política
Carlos Bolsonaro critica envio de TVs a presídios após negativa a Bolsonaro
Governo federal destina 40 smart TVs a presídios, enquanto PGR nega aparelho a ex-presidente detido em Brasília
Carlos Bolsonaro (PL-SC), ex-vereador do Rio de Janeiro, criticou nesta quarta-feira (14) a decisão do governo federal de encaminhar 40 smart TVs a unidades do sistema penitenciário federal. Os equipamentos integram um programa de exibição de filmes e atividades culturais para detentos de presídios de segurança máxima.
A crítica veio um dia após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestar contra o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para acesso a uma smart TV enquanto permanece detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O parecer foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que ainda avaliará o pedido.
Nas redes sociais, Carlos ironizou a situação ao compartilhar um vídeo do vereador de Vitória (ES), Dárcio Bracarense (PL), que comenta a negativa da PGR. No vídeo, Bracarense afirma: "Paulo Gonet nega smart TV para Bolsonaro por conta do risco de ele acessar redes sociais. É inacreditável este País. Em presídios de segurança máxima, os criminosos mais perigosos do País vão ter TVs com acesso à internet".
De acordo com o governo, os aparelhos não ficarão nas celas nem serão de uso individual dos detentos. As smart TVs serão utilizadas exclusivamente em sessões coletivas, com configurações técnicas restritivas e sem acesso à internet. A seleção dos conteúdos será feita pela Divisão de Reabilitação, analisada pela Divisão de Segurança e Disciplina e aprovada pelo Conselho Disciplinar de cada unidade.
A defesa do ex-presidente também solicitou autorização para assistência religiosa e remição de pena por leitura, pedidos que receberam parecer favorável do procurador-geral Paulo Gonet.
Críticas às condições de detenção de Bolsonaro
A manifestação de Carlos ocorre em meio a críticas recorrentes sobre as condições de custódia do pai. Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e o ex-vereador tem usado as redes sociais para demonstrar insatisfação com o tratamento dado ao ex-presidente.
Recentemente, Carlos criticou o fornecimento de protetores auriculares pela Polícia Federal, em vez de solucionar o ruído na cela. Segundo a CNN Brasil, a PF passou a desligar a central de ar-condicionado próxima ao local onde Bolsonaro está detido.
No domingo, Carlos publicou uma foto do pai de costas e relatou crises de vômito. Diante do quadro, a defesa voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar humanitária, citando uma queda sofrida por Bolsonaro em 6 de janeiro, fato que, segundo os advogados, altera as circunstâncias do pedido anterior, negado por Moraes.
Na semana passada, Carlos afirmou que Bolsonaro está em uma sala "insalubre e molhada de cerca de oito metros quadrados" e contou ter levado um novo rádio de pilha ao pai. "O presenteei com um novo rádio de pilha, para que ao menos possa escutar algumas estações, pois o anterior não funcionava direito, e visto que não tem nem uma pequena TV com capacidade para assistir a um canal do YouTube e acompanhar notícias e outras informações", escreveu.
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