Política

Lewandowski destaca qualidades do novo ministro da Justiça

Ex-ministro elogia escolha de Wellington César Lima e Silva para o comando da pasta após anúncio de Lula

14/01/2026
Lewandowski destaca qualidades do novo ministro da Justiça
- Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, elogiou a escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo nome de Wellington César Lima e Silva para assumir o Ministério da Justiça. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 13.

Wellington César, que já ocupou brevemente o cargo há dez anos, é considerado um homem de confiança do Palácio do Planalto nesta gestão.

"Trata-se de um profissional do Direito de notável saber jurídico e exitosa passagem pela vida pública. Tenho certeza de que exercerá com competência e dignidade as complexas atribuições do cargo para o qual acaba de ser indicado", afirmou Lewandowski em entrevista ao Valor Econômico.

Na gestão de Dilma Rousseff (PT), Wellington César tomou posse como ministro da Justiça em 3 de março de 2016, mas pediu demissão apenas 11 dias depois. Na ocasião, ele substituía José Eduardo Cardozo, criticado por não conter o avanço das investigações da Operação Lava Jato sobre a classe política.

Às vésperas da posse, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu membros do Ministério Público, como promotores e procuradores, de exercer cargos fora da instituição. Os ministros entenderam que a Constituição veda a ocupação de funções em outros Poderes, mesmo mediante licença, exigindo o desligamento definitivo da carreira.

Procurador de Justiça da Bahia e sem disposição para deixar o Ministério Público, Wellington César optou por pedir demissão do cargo recém-assumido.

Antes de ser nomeado advogado-geral da Petrobras, Wellington César atuou como secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República no terceiro mandato de Lula, entre 2023 e julho de 2024, sendo auxiliar direto do presidente nas indicações para tribunais superiores.

O novo ministro substitui Lewandowski, que deixou o governo em 9 de janeiro, alegando "limitações políticas, conjunturais e orçamentárias" em carta enviada ao presidente Lula.