Poder e Governo

Governo Trump não apoiará Flávio Bolsonaro como líder brasileiro, diz agência

Fontes afirmam que governo norte-americano está relutante em iniciar uma nova crise com o Brasil

Agência O Globo - 31/10/2026
Governo Trump não apoiará Flávio Bolsonaro como líder brasileiro, diz agência
Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução

O governo Donald Trump nos Estados Unidos não deve apoiar a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de se declarar líder do Brasil, de acordo com a Reuters. O posicionamento teria sido definido após o político desembarcar no país na última quarta-feira.

Segundo as fontes ouvidas pela agência de notícias, mesmo após ajudar na entrada de Flávio no país, conforme informaram jornais americanos, o governo não deve endossar o discurso do bolsonarista. Depois de perder as eleições para Lula, o senador publicou uma carta se autointitulando “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas depois recuou e se autoproclamou “líder do Brasil”.

A publicação ressalta ainda que o líder americano pode mudar de ideia, mas que, no momento, está relutante em provocar uma nova crise nas relações com o Brasil. Flávio, por sua vez, planeja ir à capital dos Estados Unidos, Washington, na próxima semana. Após uma operação de fuga, o parlamentar desembarcou em Miami. A ideia é iniciar uma interlocução direta com integrantes do governo americano.

Em uma live em suas redes sociais, Flávio justificou a saída do Brasil dizendo que poderia ser alvo de novas medidas judiciais. Logo após as eleições, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a apreensão de seus passaportes.

Ao tratar de seu futuro político, Flávio disse ainda que está disposto a concorrer novamente ao Planalto e sugeriu que isso poderia ocorrer antes de 2030. O senador associou essa possibilidade à expectativa de uma crise econômica que, em sua avaliação, poderá abreviar o novo mandato de Lula, mas não explicou em que circunstâncias poderia haver nova eleição presidencial.

“Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo. (...) Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso”, afirmou.