Poder e Governo
Tereza Cristina rebate apoio de União Brasil e PP a Alcolumbre e indica que será candidata à presidência do Senado
Ex-ministra de Jair Bolsonaro divulgou nota nas redes falando em voto 'livre, soberano e secreto'
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro (PL), rebateu a decisão da cúpula da federação União Brasil-PP em declarar apoio a Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela presidência do Senado e indicou que será candidata.
Em nota divulgada nas redes, ela afirmou que o voto é “livre, soberano e secreto” e que os senadores que foram eleitos e reeleitos “têm todo o direito de expressar, no momento apropriado, sua vontade e, naturalmente, a dos eleitores que representam”. A eleição ocorre em fevereiro de 2027 e é secreta, sem a identificação de como cada senador votou.
“Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina. Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, escreveu.
Desde o começo do ano, a ex-ministra tem indicado o desejo de concorrer ao cargo. Ela era vista como alternativa do PL caso Rogério Marinho fosse indicado para ocupar uma pasta num eventual governo Flávio Bolsonaro. O filho do ex-presidente, no entanto, foi derrotado.
Alcolumbre busca se manter no cargo e articula com senadores individualmente e com partidos. A disputa, no entanto, será acirrada, diante do desejo do PL em lançar o nome de Rogério Marinho (PL-RN). A bancada do PL será a maior no próximo ano, com 28 senadores, além de parlamentares bolsonaristas de outras siglas que se opõem à recondução de Alcolumbre.
Mais cedo nesta terça, a cúpula da federação União-PP anunciou que apoiaria Alcolumbre, mas a decisão contrariou parlamentares dos próprios partidos. Trata-se do primeiro anúncio de apoio de uma sigla ao nome do atual presidente do Senado.
A principal queixa de quem é contra Alcolumbre é que ele não dará início a processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), uma bandeira de parlamentares bolsonaristas.
Em nota, o presidente do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, dizem que a continuidade da liderança de Alcolumbre "contribui para a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população".
"A experiência de Davi Alcolumbre na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirma sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes", diz a nota.
Mais lidas
-
1POLÍTICA
Veja os resultados das eleições neste início da apuração
-
2ELEIÇÕES
Acompanhe minuto a minuto o 2º turno das eleições no Brasil 2026
-
3LULA LÁ
Paulista tomada por multidão; estimativas falam em 2 milhões no ato do presidente Lula; veja vídeo
-
4POLÍTICA
Marco Rubio articulou saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, diz aliado
-
5ELEIÇÕES 2026 | FUTEBOL E POLÍTICA
Torcidas organizadas do Palmeiras, finalista da Libertadores, participam de ato pela reeleição de Lula na Avenida Paulista; veja imagens