Poder e Governo
Douglas Ruas muda tom em entrevista e critica Lula e direitos humanos
Candidato do PL ao governo do Rio participou, nesta terça-feira, do canal Cláudio Dantas, com forte presença de nomes do bolsonarismo
O candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL) , participou nesta terça-feira de uma entrevista ao canal Cláudio Dantas , no YouTube. O programa, com forte presença de nomes do bolsonarismo, concentrou as perguntas em segurança pública, entre elas as propostas do candidato para combater o crime organizado no estado. Durante a entrevista, Ruas apresentou um tom mais polêmico, chamando investidores de “ vagabundos ” e criticando a “galera dos direitos humanos” e o “pessoal da esquerda”. O discurso destoa do tom adotado pelo candidato em caminhadas e carreatas desde o início da campanha, em 16 de agosto .
Ruas também criticou a ADPF 635, que criou regras para a realização de operações policiais no Rio, afirmando que ela é a causa da criminalidade atual no estado. Em particular, responsabilizou o Partido Socialista Brasileiro ( PSB ), que auxiliou a ADPF.
— Um partido político, que é o PSB, sabe-se lá para quem eles trabalham, foi lá no Supremo Tribunal Federal, apresentou uma petição e disse que existe um estado de coisas inconstitucionais com a presença da polícia nas comunidades. [...] Essa ADPF 635 fez com que o estado do Rio de Janeiro se tornasse resort para vagabundo de tudo o que é canto do nosso país — afirmou.
O candidato aproveitou a ocasião para tecer críticas ao presidente Lula (PT) , principal adversário de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida à Presidência da República.
— O que se espera desse governo. Temos um presidente da República que diz que o traficante é vítima do usuário e que o marginal rouba um celular para tomar uma cervejinha. O que a gente vai esperar pelas políticas? — questionou.
Já em relação a Paes (PSD) , seu oponente ao governo, ele o descreveu como “soldado do Lula” :
— Eu já estou avisando na campanha logo o que eu vou fazer, para depois ninguém chegar para mim e dizer: “Você vai aumentar a letalidade violenta”. Eu avisei antes. É minha proposta de governo. Se quiserem um governo que não enfrente o crime organizado, pode ficar com meu adversário, que é o soldado do Lula aqui no Rio de Janeiro.
Na entrevista, o candidato afirmou que “mais de 1 mil comunidades do Rio estão sob domínio territorial do crime” e atribuiu a informação ao Instituto de Segurança Pública ( ISP ), que negou ser a fonte do dado. Segundo a assessoria de Ruas, houve um equívoco na citação: os números indicados pelo candidato constam de um relatório de inteligência da Polícia Militar.
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