Poder e Governo
Lupi critica ausência de Kalil na convenção nacional do PDT com Lula
Dirigente pedetista disse que atuou para construção de arranjo com os petistas em Minas, mas aliança ficará para o segundo turno
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, criticou a ausência de Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, na convenção nacional do partido, realizada em Brasília (DF) na última segunda-feira. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o apoio oficial da legenda para sua campanha de reeleição.
No evento, foram apresentados todos os pré-candidatos ao governo, com a exceção de Kalil, que tem resistido à possibilidade de estar no mesmo palanque do PT tanto nacionalmente quanto em Minas.
— Ele [Kalil] me ligou antes de dizer que não poderia ir. Na verdade, acho que é um ato de descortesia com o partido, inclusive porque ele é membro do diretório nacional, mas ele está nesse momento de incompreensão. Não quer fazer campanha para ninguém — disse Lupi, em entrevista ao SBT News exibida nesta quinta-feira.
Na entrevista, o dirigente pedetista também afirmou que o ex-prefeito ficou “muito machucado” com a preferência demonstrada por Lula por uma candidatura ao governo mineiro do senador Rodrigo Pacheco (PSB). O parlamentar, no entanto, negou o convite feito pelo presidente e tem aqui que encerrará o seu ciclo na política neste ano.
Já Kalil tem reafirmado que se manterá como postulante ao governo e negado as tentativas de medidas feitas por petistas, que escolheu na semana passada o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) como o responsável por encabeçar a chapa no estado. Por trás da insatisfação de Kalil, há o distanciamento do ex-prefeito de Lula desde sua derrota na corrida estadual de 2022, quando eles dividiram palanque em Minas.
Em fevereiro, após uma reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva , Lupi chegou a afirmar, nas redes sociais, que os petistas apoiavam Kalil, em um arranjo que também incluiria costuras de apoio às candidaturas de Juliana Brizola , no Rio Grande do Sul, e de Requião Filho , no Paraná. A informação sobre a aliança entre pedetistas e petistas em Minas, no entanto, foi desmentida em seguida por Kalil em um post nas redes sociais. "Eleição é um saco: no meu palanque só sobe quem eu quiser."
Ao SBT News, Lupi também disse que havia "tentado de tudo para fazer essa aliança" acontecer, mas relatos de que a tratativa teria "fracassado" . Ele frisou, contudo, que os dois partidos deverão estar juntos no segundo turno.
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