Poder e Governo
Apesar do início das convenções, calendário eleitoral permite troca de candidatos até 20 dias antes da eleição; entenda
Calendário prevê mudanças de última hora em caso de inelegibilidade, renúncia, morte ou se o registro for indeferido ou cancelado
Com o início das convenções partidárias na segunda-feira, as siglas têm até o dia 5 de agosto para realizar os eventos que oficializam candidaturas ao Executivo e Legislativo. A legislação eleitoral, entretanto, prevê a possibilidade de substituições em chapas mesmo após o dia 15 de agosto, prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro formal das postulações.
A Lei das Eleições, de 1997, estabelece que a alteração pelo partido pode ocorrer até 20 dias antes do pleito caso o candidato seja considerado inelegível , renunciar ou morrer após o término final do prazo do registro. Outra possibilidade é se o postulante tiver seu registro indeferido ou cancelado .
— Seja em eleições majoritárias ou proporcionais, a substituição só será efetivada se o novo pedido for apresentado até 20 dias antes do pleito. A exceção ocorre em caso de falecimento do candidato. Nesse cenário, a substituição poderá ser efetivada após o prazo limite — explica Francieli Campos, advogada e professora de direito eleitoral.
Um exemplo de substituição após as convenções ocorreram em 2022, quando o TSE negociou o registro de candidatura à Presidência de Roberto Jefferson pelo PTB. A sigla, então, optou por lançar Padre Kelmon ao Planalto. A Corte aceitou a candidatura pouco menos de três semanas antes do pleito.
Já em 2018, o PT anunciou Fernando Haddad como candidato ao Planalto menos de um mês antes da eleição. A escolha ocorreu após Luiz Inácio Lula da Silva, preso à época, tendo o registro de candidatura indeferido.
Aumento de círculos
Na segunda-feira, o TSE divulgou que mais de 158,7 milhões de pessoas poderão votar nas eleições de 2026. Houve um crescimento de 1,46% no eleitorado, o equivalente a 2,29 milhões de pessoas, em comparação com 2022.
Os dados mostram que as mulheres são maioria (52,84%). Neste ano, elas somam 83,8 milhões de eleitoras.
O maior crescimento do eleitorado, proporcionalmente, foi registrado na região Norte, de 4,37%. Em contrapartida, houve uma redução no eleitorado do Sudeste, de 0,56%, com uma perda de 378 mil participantes.
Com relação à faixa etária, o maior crescimento foi registrado entre as pessoas com 60 anos ou mais, um aumento de 4,5 milhões de participantes neste grupo. Já a faixa de 21 a 34 anos caiu de 43,8 milhões para 41 milhões, uma redução de pouco mais de dois pontos percentuais.
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