Poder e Governo
Aliados pressionam Pacheco e Cleitinho por definição sobre disputa ao governo de Minas
Apesar de liderarem pesquisas de intenção de voto, senadores ainda não confirmam candidatura ao Palácio Tiradentes
Em meio à indefinição dos principais nomes cotados para a disputa pelo governo de Minas Gerais, os aliados dos senadores Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) intensificaram a cobrança por um posicionamento claro sobre a eleição estadual deste ano. Mesmo com desempenho superior ao de parte dos adversários nas pesquisas de intenção de voto, ambos evitam afirmadamente se serão candidatos ao comando do estado.
Cobrança da esquerda
Do lado da esquerda, a pressão ganhou força neste fim de semana com a manifestação da ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais, Marília pediu que Pacheco se lançasse ao governo para enfrentar desafios como a elevada dívida de Minas com a União.
— Rodrigo Pacheco precisa vir como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, porque o estado precisa ser reconstruído. Precisamos de líderes com experiência, compromisso, capacidade de diálogo e articulação, como Rodrigo tem com o Senado, Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa, prefeitos, servidores e com o povo em geral — afirmou Marília. — Veja bem, Rodrigo. Em 2026, Minas Gerais entrou com R$ 11,2 bilhões de déficit e você sabe esse problema, porque foi autor da legislação que possibilitou um rompimento na dívida.
Reposicionamento após liquidação ao STF
Na semana passada, após a denúncia pelo Senado da indicação do advogado-geral da União ao Supremo Tribunal Federal (STF) — nome que foi visto como favorito do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) —, interlocutores de Pacheco afirmaram que o senador agora se dedicará a construir alianças antes de decidir se disputará o governo estadual. Na pesquisa Quaest da semana passada, Pacheco apareceu em terceiro lugar, com 8% das intenções de voto, atrás do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 30%, e de Cleitinho, que liderou com 30%.
Pressão também na direita
Mesmo após aparecer na liderança, Cleitinho enfrentou questionamentos dentro do próprio campo político. Um dos pontos envolve seu irmão, o ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, que recentemente migrou do Novo para os Republicanos para concorrer ao Senado. Antes, Gleidson chegou a ser cogitado como vice do atual governador, que buscará a reeleição como sucessor do ex-governador Romeu Zema (Novo).
Em apoio ao irmão, Gleidson publicou um vídeo no sábado cobrando união da direita em torno da candidatura de Cleitinho.
— O que eu estou ouvindo é que a direita não quer apoiar o Cleitinho, que quer lançar candidatura própria ou apoiar um nome que está lá embaixo. Não pode — disse Gleidson. — Cleitinho já declarou apoio ao [senador e pré-candidato ao Planalto] Flávio Bolsonaro. Tem uns da direita que não estão nem falando nada.
Na gravação, Gleidson citou o posicionamento do PL em Minas, que está disponível para lançar Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, ou apoiar Simões. Na última quarta, ambos registraram 2% e 4% das intenções de voto, respectivamente.
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