Poder e Governo
Mendonça pede vista e suspende julgamento no STF sobre condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata
Placar estava em quatro votos a zero contra ex-deputado; ministro tem até 90 dias para devolver caso para análise
O ministro André Mendonça pediu vista e suspendeu o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa ação que pode levar à condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, em regime inicial aberto, por difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
O caso estava sendo analisado pelo plenário virtual do STF desde a última sexta-feira e, antes da suspensão, já havia quatro votos contrários a Eduardo Bolsonaro. Seguiram o relator, ministro Alexandre de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e a ministra Cármen Lúcia.
Pelo regimento do STF, Mendonça tem até 90 dias para devolver o caso para a continuidade do julgamento.
Relator da ação penal, Moraes afirmou que o crime ficou configurado quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez publicações sobre o projeto de lei, elaborado por Tabata, que trata da distribuição de absorventes em espaços públicos.
Em seu voto, Moraes apontou que, "de forma livre e consciente", Eduardo Bolsonaro imputou a Tabata "fato ofensivo à sua reputação", sugerindo que o projeto de lei teria sido elaborado com o propósito de "beneficiar ilicitamente terceiros".
O ministro destacou que as publicações revelaram o "meio ardil" usado pelo então deputado para atingir a honra de Tabata, tanto na esfera pública quanto em sua vida privada. "Estão amplamente demonstradas a materialidade e a autoria do crime de difamação", frisou o ministro.
Ainda de acordo com Moraes, Eduardo Bolsonaro tem "plena consciência dos atos delituosos que praticou". O ex-deputado afirmou ser o responsável pela postagem e pela "verificação da veracidade das informações que compartilha, afirmando expressamente não confiar em agências de checagem tradicionais", apontou o ministro.
A pena proposta por Moraes é de um ano de detenção e 39 dias-multa, no valor de dois salários mínimos cada. Ainda conforme o voto, seria estabelecido o regime aberto para início do cumprimento da pena. O magistrado também anotou que, em razão de Eduardo estar em "local incerto e não sabido", não é possível substituir a pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos.
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2CULTURA
Marcello Novaes participa de show da banda dos filhos Diogo e Pedro
-
3POLÍTICA PÚBLICA
Alagoas é o primeiro estado a aderir à Conferência Nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura
-
4POLÍTICA E ECONOMIA
Lindbergh critica postura de Galípolo e aponta corporativismo no caso Banco Master
-
5FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão