Poder e Governo
Nikolas Ferreira e Esquerdogata abrem mão de conciliação em processo de difamação
Deputado afirma que influenciadora o acusou de envolvimento com lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em vídeo publicado nas redes sociais.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a influenciadora digital Aline Bardy Dutra, conhecida como Esquerdogata, decidiram não buscar acordo judicial em audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (11) no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O parlamentar move um processo de difamação contra Aline, após declarações feitas por ela em vídeo nas redes sociais.
O imbróglio judicial começou quando Nikolas apresentou uma queixa-crime à Polícia Civil de São Paulo, alegando que a influenciadora publicou, em fevereiro do ano passado, um vídeo no qual o acusava de ser um dos “responsáveis pelo maior esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas”. Além disso, o deputado afirma que ela utilizou o termo pejorativo “Chupetola” para se referir a ele.
Com 805 mil seguidores no Instagram, Aline Bardy se define como “comunicadora popular” e produz conteúdos que abordam política, cultura e direitos humanos, misturando humor e ativismo. Em uma de suas postagens recentes, ela comentou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o uso de drogas.
“Não é sobre ‘passar pano’, é sobre entender. O tráfico se fortalece porque existe demanda — e essa demanda vem de pessoas doentes, que precisam de tratamento, não de cadeia. É uma questão de saúde pública antes de tudo. O problema é uma frase dessa colocada por uma sociedade que tem a profundidade de um pires para tratar de assuntos complexos”, escreveu.
A influenciadora ganhou notoriedade ao gravar vídeos em frente à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, usando uma camisa da Seleção Brasileira. Em um dos vídeos, ela pergunta a um segurança se poderia se ajoelhar na calçada para orar, encerrando com a frase “Deus que elimine”, o que gerou polêmica e repercussão. A gravação foi republicada pelo advogado Roberto Bertholdo, que integra sua equipe de defesa.
Em outro vídeo, também de fevereiro do ano passado, Aline explicou que sua fala foi uma figura de linguagem: “Figura de linguagem, a gente aprende no fundamental dois”, disse, esclarecendo que não desejava a morte do ex-presidente, mas sim que ele “fique vivo e pague pelos seus crimes”.
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