Internacional
Novo ataque da Rússia em Kiev deixa mais de 10 mortos e 40 feridos
Zelensky voltou a cobrar fornecimento de sistemas de defesa antiaérea
Um novo bombardeio da Rússia contra Kiev, capital da Ucrânia, deixou pelo menos 16 mortos e cerca de 40 feridos na madrugada desta quinta-feira (20), motivando apelos do presidente Volodymyr Zelensky por sistemas de defesa antiaérea.
O ataque danificou diversas estruturas civis, incluindo prédios residenciais, galpões, um hospital pediátrico e uma escola na cidade e na região adjacente.
"As equipes de socorro estão trabalhando desde a madrugada nos lugares atingidos pelos russos.
Trata-se de um ataque de larga escala: os russos se prepararam por bastante tempo, combinando diversos tipos de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, com o objetivo de causar o maior dano possível às infraestruturas civis", disse Zelensky no X.
"Minhas condolências às famílias de todas as vítimas", salientou o presidente, acrescentando que Moscou também bombardeou um posto de fronteira com a Moldávia na província de Odessa e instalações de gás em Chernihiv.
O ataque teve início pouco depois da meia-noite (horário local), e pelo menos sete pessoas morreram no distrito de Solomyanskyi, onde fica um hospital pediátrico que teve janelas destruídas. Na mesma área da cidade, os andares superiores de um prédio residencial desabaram e pegaram fogo.

O prefeito da capital, Vitali Klitschko, decretou luto municipal para esta sexta-feira (21). Por sua vez, o Ministério da Defesa da Rússia alegou que o bombardeio em Kiev mirou apenas alvos militares, incluindo "uma fábrica que produz componentes para drones de ataque e mísseis, uma instalação da estatal aeronáutica Antonov e um depósito de munições" que abrigava bombas termobáricas, minas anticarro e projéteis para aviões não tripulados.
Na região da capital ucraniana, Moscou afirmou ter atacado um depósito de combustíveis e um centro de logística do Grupo Zammler que estocava e distribuía "componentes para produção de drones e sistemas de guerra eletrônica".
A Ucrânia está cada vez mais vulnerável a ataques russos devido à carência de defesas antiaéreas contra mísseis balísticos, como o sistema americano Patriot, que, nos últimos meses, foi canalizado para o Oriente Médio. "Enquanto Moscou investe em mísseis balísticos e na escalada, tais ataques nem sempre recebem a resposta que mereceriam da comunidade internacional", declarou Zelensky no X.
"Enquanto a Ucrânia não dispor de uma adequada defesa antibalística, a Rússia não levará a paz a sério", acrescentou.
O presidente disse também que o Exército trabalha para acelerar a fabricação de sistemas antimísseis nacionais, mas ressaltou que o Patriot ainda é "insubstituível". "Cada míssil a mais salva a vida de nossos cidadãos", afirmou.
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