Internacional
Praia italiana que separa homens e mulheres bate recorde de público
'Pedocìn', em Trieste, recebeu mais de 100 mil turistas em três meses
A praia italiana de Pedocìn, única na Europa a separar homens e mulheres por um muro, bateu recorde de público ao receber 106.696 visitantes em três meses.
Localizada em Trieste, no Friuli-Venezia Giulia, a entrada em Pedocìn - cujo nome oficial é "Bagno Marino La Lanterna" - custa apenas 1,20 euro (R$ 7,26); no entanto, não é esse o segredo de seu sucesso: ele reside em uma tradição que remonta à era dos Habsburgos, família do império austro-húngaro que dominou a cidade há mais de um século.
O muro divisório de 74 metros de extensão que separa as duas seções atrai muitos turistas em busca de uma experiência única na Europa.
Segundo dados do jornal Il Piccolo, apenas em julho foram vendidos 53.610 ingressos, em comparação com 34.885 em 2026, e 40.160 em 2024.
Em junho, houve 36.051 entradas, número inferior aos 40.373 registrados no ano passado, mas superior ao mesmo período de 2024, quando foram emitidos 22.353 ingressos.
Em maio, foram expedidos 17.035 ingressos, contra 10.315 em 2025 e 7.393 em 2024.
Esses números incluem as entradas gratuitas para crianças menores de 12 anos e pessoas com deficiência acompanhadas por um cuidador.
As origens de Pedocìn remontam ao período entre 1903 e 1908, quando Trieste ainda fazia parte do Império Austro-Húngaro. De acordo com o historiador e jornalista Zeno Saracino, o balneário foi criado como uma opção de lazer acessível para a população trabalhadora da cidade.
Na época, a separação entre homens e mulheres seguia normas de moralidade pública comuns naquele período e era feita inicialmente por uma cerca de madeira. Com o passar dos anos, a estrutura foi substituída pelo atual muro de alvenaria, que passou a dividir não apenas a areia, mas também uma parte do mar.
Durante o século 20, a maioria das praias separadas por gênero deixou de existir. O Pedocìn, porém, manteve sua configuração.
Em 1959, quando o muro original foi demolido, moradores de Trieste pressionaram pela reconstrução da barreira em outro ponto, ampliando inclusive o espaço destinado às mulheres.
Mais lidas
-
1ARQUEOLOGIA
Estátua de 2,4 mil anos é encontrada sob pavimento romano na Turquia
-
2ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
3TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
IT Forum abre edição de 35 anos com aposta em ecossistemas como nova força da inovação
-
4OBRAS
Governo de Alagoas entrega trecho da rodovia AL-105 restaurada
-
5POLÍTICA
UFRJ revoga título de doutor honoris causa de embaixador americano que articulou golpe de 1964