Internacional
O cerco de Washington: até onde vai a nova ofensiva dos EUA contra Cuba?
Aumento das sanções e novos conflitos jurídicos marcam a relação entre EUA e Cuba.
Os Estados Unidos voltaram a elevar a temperatura geopolítica na América Latina, ao ampliar, de forma severa, a pressão sobre Cuba.
O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou uma nova rodada de sanções contra cinco entidades estatais cubanas, mirando diretamente o coração financeiro do governo: as empresas ligadas ao conglomerado militar Gaesa. Paralelamente ao cerco executivo, a pressão ganhou um braço jurídico histórico.
Uma decisão da Suprema Corte dos EUA abriu caminho para que empresas americanas, como a ExxonMobil, processem Havana por propriedades nacionalizadas após a Revolução Cubana de 1959. As medidas reforçam uma estratégia de endurecimento da política americana em relação à ilha, em um momento de grave crise econômica e energética por parte do governo cubano.
Até onde Washington pretende apertar o cerco contra Havana? Quais podem ser os impactos dessas medidas sobre a economia cubana, as relações com parceiros, como Pequim e Moscou, e o equilíbrio geopolítico regional?
Para entender o cenário, Melina Saad e Marcelo Castilho conversam com Guilherme Barbosa Pedreschi, advogado público federal e escritor; e Luis Eduardo Mergulhão, professor da rede pública, diretor da Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro (ACJM-RJ). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
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