Internacional
Itália, França, Alemanha e Reino Unido pedem fim de assentamentos na Cisjordânia
Segundo líderes, violência dos colonos atingiu níveis sem precedentes
Os líderes de Itália, Reino Unido, França e Alemanha divulgaram nesta sexta-feira (22) uma declaração conjunta em que pedem ao governo de Israel a suspensão imediata da expansão de assentamentos na Cisjordânia, além de medidas para conter a violência de colonos e reforçar a responsabilização por abusos.
Segundo comunicado, a situação na Cisjordânia se deteriorou significativamente nos últimos meses, com aumento da violência de colonos em níveis considerados sem precedentes.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e os outros líderes afirmam que políticas recentes de Israel estariam enfraquecendo as perspectivas de uma solução de dois Estados.
O texto também afirma que o direito internacional considera ilegais os assentamentos israelenses no território ocupado e alerta para o impacto de novos projetos de construção na chamada área E1, que, segundo a declaração, poderia fragmentar ainda mais a Cisjordânia.
Os líderes pedem ainda que sejam investigadas alegações contra as forças de defesa israelenses e que sejam apuradas responsabilidades em casos de violência. Além disso, defendem a suspensão de restrições financeiras impostas à Autoridade Palestina e à economia palestina.
O comunicado se opõe a propostas de anexação de territórios e ao deslocamento forçado de palestinos, incluindo declarações de membros do governo israelense nesse sentido. Além disso, ressalta a importância da preservação dos acordos históricos sobre os locais sagrados em Jerusalém e da chamada custódia hashemita.
Por fim, os quatro países reafirmam o compromisso com uma solução negociada de dois Estados, na qual Israel e um futuro Estado palestino coexistam dentro de fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente.
"Reafirmamos nosso compromisso inabalável com uma paz abrangente, justa e duradoura, baseada em uma solução negociada de dois Estados, de acordo com as resoluções relevantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, na qual dois Estados democráticos, Israel e Palestina, vivam lado a lado em paz e segurança dentro de fronteiras seguras e reconhecidas", concluiu o texto.
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