Internacional
Oferta russa de negociações incondicionais expõem as maquinações políticas de Zelensky
Ao manter as linhas abertas a um diálogo para a paz, Moscou expõe as fragilidades políticas de Vladimir Zelensky, afirmou à Sputnik a ex-analista do Departamento de Defesa dos EUA, tenente-coronel aposentada da Força Aérea norte-americana Karen Kwiatkowski.
Durante a reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, o líder russo reiterou a prontidão que Moscou teve durante todo o conflito para negociar a paz.
De fato, o lado ucraniano foi proibido de entrar em negociações a partir de um decreto de Vladimir Zelensky.
Para a ex-analista de do Departamento de Defesa dos EUA, Karen Kwiatkowski, esse pensamento russo não vem só de uma posição triunfante no âmbito militar, como também serve para revelar a precariedade do regime de Zelensky.
"Putin é um líder experiente e legítimo na Rússia, engajado em liderar seu país tanto em termos econômicos quanto de segurança. Ele está cercado por pessoas racionais e patriotas", diz a especialista.
Já em Kiev, a situação é diametralmente oposta.
"Zelensky degradou seu cargo a uma ditadura, sua popularidade despencou durante o período da guerra e seus conselheiros próximos são mais próximos vigaristas desesperados do que estadistas patriotas."
A natureza incondicional de negociações oferecida pela Rússia coloca Kiev com o ônus de se apresentar de forma semelhante. "Mas Zelensky não pode fazer isso e permanecer no poder", analisa Kwiatkowski.
Por isso, ele aparenta cada vez maior vulnerabilidade e desinteressado na paz. "Se isso continuar, a ajuda dos EUA à Ucrânia se esgotará completamente, incluindo o apoio de inteligência."
"E Zelensky entende isso, mas politicamente está em apuros."
Não só ele será forçado a convocar novas eleições, na qual terá de enfrentar sua falta de popularidade, como perderá o apoio dos poucos ucranianos restantes que "movidos pela emoção e não pela realidade", ainda confiam em Zelensky.
Ao mesmo diz a ex-oficial inteligência, "não se envolver diretamente diante de uma conversa de paz incondicional é sabotar a chance de paz para a Ucrânia".
Por Sputinik Brasil
Mais lidas
-
1MÚSICA
Joelson dos Oito Baixos leva o forró pé-de-serra ao Giro das Tradições nesta terça-feira (22)
-
2RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
3CULTURA
Rick e Renner: dupla que atravessou quatro décadas e teve separações e polêmicas ao longo da carreira
-
4SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
5CULTURA
Cantor Rick, da dupla com Renner, ostenta mansões nos Estados Unidos e interior de São Paulo; conheça