Internacional
Mídia: UE teme que divergências sobre acordo de Trump para Ucrânia inviabilize cúpula da OTAN
Autoridades europeias temem que divergências sobre a proposta de acordo do presidente norte-americano Donald Trump para a Ucrânia coloquem as relações bilaterais dos países europeus com os EUA à prova e inviabilizem a cúpula da OTAN agendada para o final de junho, informou a mídia britânica nesta quinta-feira (24).
De acordo com o Financial Times (FT), citando uma autoridade da União Europeia (UE), o bloco acredita que qualquer movimento dos EUA para reconhecer a Crimeia ou exigir que a Europa alivie as sanções contra a Rússia "mataria a unidade da UE".
Capitais europeias disseram ao governo Trump que seria impossível reconhecer a Crimeia como russa, informou o jornal.
Na quarta-feira (23), o The Washington Post noticiou que os EUA estavam irritados com a relutância de Kiev em aceitar concessões territoriais e sua preferência em discutir um cessar-fogo antes de outras questões. Na terça-feira (22), o jornal noticiou, citando pessoas familiarizadas com o assunto, que os EUA proporiam o reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia e o congelamento das atuais linhas de frente como parte de um acordo de paz durante conversas com representantes ucranianos e europeus em Londres.
Na quarta-feira, uma delegação ucraniana se reuniu em Londres com o enviado especial de Trump, Keith Kellogg. Após as negociações, o chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andrei Yermak, afirmou que Kiev defendia um cessar-fogo completo como pré-condição para o início do processo de paz, enfatizando que concessões por parte da Ucrânia em relação à sua soberania e integridade territorial eram inaceitáveis.
A Crimeia tornou-se uma região russa em março de 2014, após um referendo realizado após um golpe na Ucrânia. No referendo, 96,77% dos eleitores da Crimeia votaram pela adesão à Rússia. A Ucrânia ainda considera a Crimeia seu território temporariamente ocupado, e muitos países ocidentais apoiam Kiev nessa questão.
A liderança russa afirmou repetidamente que os moradores da Crimeia votaram pela reunificação com a Rússia democraticamente, em total conformidade com o direito internacional e a Carta da ONU. Segundo o presidente russo Vladimir Putin, a questão da Crimeia está "encerrada".
Por Sputinik Brasil
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