Internacional
'Somos nações iguais': México decide retaliar os EUA com 'medidas tarifárias e não tarifárias'
Os Estados Unidos cumpriram sua promessa de impor tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá, chamando a medida de retaliação ao tráfico de fentanil e à migração irregular na região. No entanto, seus parceiros comerciais não ficaram atrás e responderam a essa medida com planos que vão além do comercial.
"Decidimos responder com medidas tarifárias e não tarifárias, que anunciarei em praça pública no dia [9 de março]. Não é de forma alguma, nem tem o propósito, iniciar um confronto econômico ou comercial que infeliz e lamentavelmente é o oposto do que deveríamos estar fazendo, ou seja, integrar ainda mais nossas economias para fortalecer nossa região", declarou a presidente Claudia Sheinbaum em entrevista coletiva.
A presidente destacou os resultados que seu governo alcançou em termos de segurança desde 1º de outubro de 2024, quando assumiu o cargo.
"Não há razão, sentido ou justificativa que sustente esta decisão que afetará nossos povos e nações. Nós dissemos isso de diferentes maneiras: cooperação e coordenação, sim. Subordinação, intervencionismo, não. O México deve ser respeitado. Somos nações iguais", enfatizou ela.
Sheinbaum pediu aos mexicanos que mantenham a calma diante dos ataques do governo de seu homólogo norte-americano Donald Trump.
"Nosso povo, nossa nação abençoada, é muito forte e poderosa. Convoco [...] uma reunião informativa em 9 de março às 12h00 [15h00 horário de Brasília] para compartilhar com vocês as ações que empreenderemos e, juntos, enfrentaremos esse desafio. Somos orgulhosamente um país livre, independente e soberano", disse ele.
Na segunda-feira (3), a Casa Branca emitiu uma declaração anunciando a imposição de tarifas contra o Canadá e o México, apesar da pausa que eles haviam concordado no início de fevereiro.
"O presidente Trump deu ao Canadá e ao México amplas oportunidades para conter atividades perigosas de cartéis e o fluxo de drogas mortais para os Estados Unidos, mas ambos os países falharam em lidar adequadamente com a situação", diz o documento.
O fentanil tem sido a principal causa de mortes por overdose de drogas nos EUA desde 2021, seguido pela metanfetamina, cocaína e heroína.
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