Internacional
EUA e UE admitem que danos nos cabos do Báltico resultaram de acidentes e não de ações da Rússia
Após uma série de incidentes envolvendo o rompimento de cabos no mar Báltico, o "consenso emergente" entre as agências de inteligência dos EUA e da Europa é de que os cabos foram danificados por acidente, sem qualquer relação com a Rússia.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) anunciou planos para aumentar as patrulhas no mar Báltico após uma série de incidentes envolvendo o rompimento de cabos de telecomunicações e energia na região, inicialmente atribuídos a uma "campanha híbrida" russa contra a Europa.
Várias autoridades disseram ao Washington Post neste domingo (19) que as investigações não encontraram "nenhuma indicação" de que os danos, causados por embarcações comerciais arrastando suas âncoras pela infraestrutura subaquática, "o fizeram intencionalmente ou sob a direção de Moscou".
Em vez disso, as autoridades disseram que as comunicações interceptadas e outras informações confidenciais foram causadas por "tripulações inexperientes servindo a bordo de embarcações mal conservadas".
As investigações estudaram três incidentes, envolvendo:
A conclusão de que a Rússia não foi responsável por atacar a infraestrutura do Báltico é um tanto surpreendente, dado o hábito da inteligência ocidental de culpar Moscou primeiro e fazer perguntas depois, exemplificado pela alegação de que a Rússia explodiu sua própria infraestrutura dos gasodutos Nord Stream (Corrente do Norte) em 2022.
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