Internacional
MRE russo: sanções dos EUA contra setor de energia russo criam cenário de terra arrasada para Trump
Em comunicado, órgão enfatiza que novas sanções contra o setor visam causar danos à economia russa, mesmo que ameacem desestabilizar os mercados mundiais.
A decisão da atual administração dos Estados Unidos de introduzir novas medidas restritivas contra o setor energético da Rússia às vésperas do fim do governo de Joe Biden cria um cenário de terra arrasada para o futuro presidente do país, Donald Trump.
É o que afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em comunicado divulgado no Telegram neste sábado (11).
"O futuro presidente, que não tem o direito de suspender essas sanções sem a aprovação do Congresso, fica com um cenário de terra arrasada – no sentido literal e figurado", alertou o órgão, em referência também aos incêndios florestais nos EUA.
O MRE russo frisou que a introdução de novas restrições "é uma tentativa de causar pelo menos alguns danos à economia russa, mesmo que ameace desestabilizar os mercados mundiais, às vésperas do fim do reinado inglório de Joe Biden".
"Ao mesmo tempo, os interesses dos aliados europeus, forçados a mudar para suprimentos americanos mais caros e instáveis, e dos residentes dos EUA são sacrificados", enfatizou o ministério.
O comunicado destaca que as ações hostis de Washington não ficarão sem resposta de Moscou e serão levadas em consideração na construção da estratégia econômica externa da Rússia.
"Apesar das turbulências na Casa Branca e da movimentação do lobby russofóbico no Ocidente, tentando arrastar o setor energético mundial para a guerra híbrida desencadeada pelos EUA contra a Rússia, o nosso país foi e continua a ser um ator-chave e confiável no mercado global de combustíveis", afirmou o ministério.
Nesta semana, o Tesouro dos EUA acrescentou à lista de sanções mais de 200 empresas e indivíduos associados ao setor energético russo, bem como mais de 180 navios. O objetivo das novas restrições é limitar o acesso de Moscou aos mercados internacionais e reduzir as receitas provenientes das exportações de petróleo e gás.
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