Internacional
Empresas nos EUA competem para desenvolver 'microrreatores' nucleares, diz mídia
Empresas de energia nuclear estão competindo para reduzir o tamanho de reatores para implantações locais, em data centers e plataformas de petróleo, uma forma alternativa às baterias elétricas como fonte de energia de carbono zero.
De acordo com o Financial Times (FT), a corrida pelos "microrreatores" parte do pressuposto de que nem todos os empreendimentos estão conectados às redes de energia — como as plataformas offshore de petróleo e gás — que atualmente utilizam geradores a diesel e a gás, caros e poluentes.
Na busca por novas tecnologias limpas no setor energético, a indústria nuclear tem recebido investimentos acentuados tanto de governos quanto da iniciativa privada diante da necessidade de cumprimento dos compromissos climáticos dos Estados, razão pela qual os microrreatores têm se mostrado uma saída factível.
Com energia suficiente para abastecer cerca de 20.000 casas, operando como grandes baterias, sem sala de controle ou trabalhadores, a saída tecnológica pode representar um ganho para quem os produz e para quem pretender aderir à tecnologia.
Segundo o FT, a Westinghouse recebeu aprovação dos reguladores nucleares dos EUA para um sistema de controle que eventualmente permitirá que o eVinci, um microrreator que já concluiu estudos de engenharia e possui capacidade de 8 MW, seja operado remotamente. O reator contém peças móveis mínimas e usa tubos cheios de sódio líquido para extrair calor de seu combustível nuclear e transferi-lo para o ar ao redor, podendo produzir eletricidade ou ser bombeado para sistemas de aquecimento.
A Westinghouse estima que a tecnologia esteja disponível em 2027, e é possível que também sejam absorvidos pela indústria de mineração, particularmente na escavação de metais localizados em locais remotos, evitando uma série de custos adicionais com energia.
Outra gigante do setor listada na Nasdaq, a Nano Nuclear Energy, contratou Farnan para ajudar a projetar um microrreator de refrigeração de baixa pressão que espera levar ao mercado até 2031, consolidando a tendência de busca pelo desenvolvimento da tecnologia.
Agora, os reguladores correm atrás de elaborar regras com apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre se, e como os microrreatores podem ser operados remotamente, visando sua segurança contra ataques cibernéticos que poderiam comprometer todo o sistema.
Por Sputinik Brasil
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