Internacional
Guatemala envia 150 soldados ao Haiti para reforçar missão da ONU no combate a gangues
Um contingente de 150 soldados guatemaltecos chegou à capital haitiana, Porto Príncipe, neste fim de semana para reforçar uma missão apoiada pela ONU, encarregada de restaurar a ordem em meio ao caos causado pelas gangues.
O primeiro grupo de 75 soldados chegou na sexta-feira e outro de 75 neste sábado (4), de acordo com o governo da Guatemala.
O Haiti enfrenta uma crise socioeconômica e política há anos, agravada após o assassinato do presidente Jovenel Moise em julho de 2021.
Desde março o país vem enfrentando aumento sem precedentes da violência de gangues que controlam grandes áreas do país e se dedicam a extorquir e sequestrar para obter resgates.
Um estado de emergência está em vigor no país caribenho há meses, enquanto o governo combate gangues violentas que assumiram o controle de grande parte de Porto Príncipe.
As forças estão no Haiti para reforçar uma missão de segurança apoiada pela ONU e liderada pelo Quênia, que enviou cerca de 400 agentes de segurança em junho e julho do ano passado. Ao todo, a missão da ONU prevê a atuação de 2,5 mil soldados de diferentes países.
A Jamaica, Belize e El Salvador também estão têm agentes de segurança no Haiti na missão. Os Estados Unidos são os maiores financiadores da operação.
Após a renúncia do primeiro-ministro Ariel Henry, em abril, quando o político precisou fugir de Porto Príncipe por conta da escalada da violência, foi criado o Conselho de Transição Presidencial, apoiado pela Comunidade do Caribe (Caricom), para superar a crise no país.
Em março, grupos armados invadiram duas prisões em Porto Príncipe, libertaram mais de 3 mil presos e mataram guardas e policiais. Em contrapartida, o governo do Haiti declarou estado de emergência no país.
Relatório divulgado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), da ONU, mostrou ainda que quase 100 mil pessoas fugiram da região metropolitana de Porto Príncipe em março, devido aos ataques das gangues que controlam a capital do país.
A instabilidade crônica, as ditaduras e os desastres naturais nas últimas décadas deixaram o Haiti como a nação mais pobre das Américas.
Por Sputinik Brasil
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