Internacional
Aliada de Macron é eleita Presidente do Parlamento em primeiro teste de forças após as eleições na França
Yaël Braun-Pivet foi reeleita ao cargo, que ocupava desde 2022, depois de três rodadas de votação e sem conseguir a maioria absoluta dos votos; resultado pode influenciar escolha de primeiro-ministro
Após três rodadas de votação, a Assembleia Nacional francesa elegeu nesta quinta-feira a centrista Yaël Braun-Pivet à Presidência do Parlamento, cargo que ocupava desde 2022. Partidária do Renascimento, sigla do presidente Emmanuel Macron, a política venceu sem conquistar a maioria absoluta de 289 votos, mas liderou a votação final, em que se considera a maioria simples. O pleito foi o primeiro teste de forças desde as eleições legislativas — na qual a aliança de esquerda Nova Frente Popular (NFP) conquistou o maior número de assentos, mas insuficiente para formar governo — e pode influenciar diretamente o futuro do novo primeiro-ministro.
Diferentemente do premier, que será nomeado por Macron e tem poder de governar de fato a política doméstica da França, a presidente do Parlamento é responsável por comandar os debates da Casa e decidir o que entra na pauta. Mesmo sem função executiva, ela é considerada a quarta pessoa mais poderosa do governo, e pode indicar nomes para instituições importantes, como o Conselho Constitucional e o Conselho Superior do Poder Judiciário.
A eleição desta terça-feira foi uma amostra dos impasses que Macron deve enfrentar até 2027, caso não dissolva a Assembleia novamente até lá. Sem nenhum partido predominante, nem a frente de esquerda (182 assentos), nem o centro macronista (168) e tampouco a extrema direita (143), representada pelo partido de Marine Le Pen e Jordan Bardella, Reagrupamento Nacional (RN), cederam à disputa após duas rodadas de indefinição — na contramão do que fizeram legendas menores.
Ao final, foram para terceira e última rodada Braun-Pivet, o deputado comunista Andre Chassaigne (NFP) e Sébastien Chenu (NR). A centrista recebeu 220 votos, enquanto Chassaigne obteve 207 e Chenu, 141.
Influência para a escolha do primeiro-ministro
Após Macron aceitar a renúncia do seu aliado e atual primeiro-ministro, Gabriel Attal, que seguirá interinamente no cargo até o final dos Jogos Olímpicos, os caminhos estão abertos para que um novo nome seja escolhido pelo presidente.
Segundo a tradição francesa, o indicado geralmente é integrante da maior coalizão dentro do Parlamento, que durante a maior parte da História da atual república também era do mesmo partido do chefe de Estado. O cenário atual, no entanto, põe o país em uma indefinição.
Macron pode usar a vitória da sua aliada como presidente do Parlamento para indicar um premier do seu partido, mesmo que ele seja a segunda maior força da Assembleia. Embora a medida possa ser vista como anti-democrática, ela não violaria a lei, que não estabelece critérios muito rígidos — como a maioria partidária — para a sua nomeação.
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