Internacional
Destroços de foguete chinês caem sobre uma vila após lançamento em parceria com a França; vídeo
Vídeo mostra partes do foguete caindo sobre a vila de Xianqiao, na província de Guizhou, enquanto moradores — entre eles crianças — correm para evitar uma potencial explosão
Parte de um foguete chinês caiu caiu sobre uma vila no sudoeste da China no sábado, deixando um rastro de fumaça laranja proveniente da hidrazina, combustível tóxico que alimenta o foguete Long March 2C. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, moradores, incluindo crianças, aparecem correndo para fugir de uma potencial explosão.
As imagens surgiram logo após o lançamento do satélite pace Variable Objects Monitor, um poderoso satélite desenvolvido pela China e pela França para estudar as explosões mais distantes de estrelas conhecidas como explosões de raios gama.
O satélite de 930 quilos tem quatro instrumentos (dois chineses e dois franceses), e foi lançado a bordo de um foguete chinês da base espacial de Xichang, na província de Sichuan, no sudoeste da China.
A maior parte das agências espaciais não usa mais a hidrazina como combustível para veículos de lançamento. Segundo o site ArsTechnica, último grande foguete dos Estados Unidos a usar a substância foi o Delta II da United Launch Alliance, aposentado em 2018. O foguete Proton, da Rússia, usa hidrazina em seu primeiro e segundo estágios. Apesar disso, o combustível ainda é muito usado em lançamentos na China.
O satélite, colocado na órbita terrestre a uma altitude de 625 km, enviará os seus preciosos dados para observatórios na Terra. Assim que o Svom detectar uma explosão, ele enviará um alerta para uma equipe de plantão, 24 horas por dia. Eles terão então menos de cinco minutos para acionar uma rede de telescópios no solo, que se alinharão precisamente no eixo da fonte da explosão, para observações mais aprofundadas.
A França e a China já haviam lançado conjuntamente o CFOSAT em 2018, um satélite oceanográfico utilizado principalmente para meteorologia marinha. Estas cooperações espaciais sino-ocidentais não são muito frequentes. Especialmente desde que Washington proibiu a NASA de qualquer colaboração com Pequim no espaço em 2011.
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