Internacional
Presidente da Comissão Europeia defende expansão do bloco e adesão da Ucrânia
Em discurso, Ursula von der Leyen advogou a favor de uma reforma que permita a entrada de ao menos mais três membros na UE, que conta hoje com 27 países
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à frente do braço Executivo da União Europeia (UE), defendeu nesta quarta-feira a expansão do bloco para 30 membros — três a mais do que a formação atual —, incluindo a adesão da Ucrânia.
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— O futuro da Ucrânia está na nossa União — afirmou von der Leyen durante discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França.
Segundo von der Leyen, ampliar o número de Estados-membros seria uma forma de aumentar a força geopolítica da UE. A presidente da Comissão Europeia argumentou que reformas precisam ser feitas para impulsionar a segurança e competitividade entre as nações.
— Precisamos superar os velhos debates binários sobre a expansão [da UE]. Não se trata de aprofundar a integração ou de aumentar a União: podemos e devemos fazer as duas coisas para nos dar o peso geopolítico e a capacidade de agir. Foi isso que a nossa União sempre fez — afirmou. — Nós conseguimos avançar rapidamente quando estamos juntos.
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A Ucrânia obteve status oficial de candidata ao bloco europeu em junho, juntamente com a Moldávia, unindo-se a países como Turquia, Albânia, Montenegro, Sérvia e Macedônia do Norte. Kosovo e Bósnia-Herzegovina também manifestaram sua intenção de integrar a UE, mas até o momento as nações são classificadas como "potenciais candidatas".
Embora geralmente o processo de adesão à UE leve anos — a Turquia, por exemplo, pleiteia uma vaga desde 1999 —, o governo ucraniano tem pressionado para que as negociações formais comecem logo, o que poderia fazer o país passar a frente de uma série de nações, a maioria dos Bálcãs, que aguardam uma posição do bloco europeu. Von der Leyen, no entanto, sublinhou que a expansão não significa uma mudança nos critérios exigidos nos tratados fundadores da União Europeia.
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— A adesão é baseada no mérito e a Comissão [Europeia] sempre defenderá esse princípio. É preciso muito trabalho e liderança — disse. — Mas já estamos progredindo. Vimos o grande progresso que a Ucrânia fez desde que lhe concedemos o status.
A presidente da Comissão anunciou que dará início às discussões sobre uma possível reforma do bloco com os líderes dos países-membros. O debate será capitaneado pela Bélgica, que hoje ocupa a presidência rotativa da UE.
— Não podemos esperar a modificação dos tratados para avançar rumo à ampliação — enfatizou.
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