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Brasil junta-se à manifestação internacional que critica presença dos britânicos nas Malvinas

Crítica ao reforço militar britânico nas ilhas Malvinas é destaque na Cúpula Ibero-Americana.

Por Sputnik Brasil 06/11/2026
Brasil junta-se à manifestação internacional que critica presença dos britânicos nas Malvinas
Brasil se une a 21 países na crítica à presença militar britânica nas Malvinas. - Foto: © telegram SputnikBrasil

Brasil junta-se à manifestação internacional que critica presença dos britânicos nas Malvinas

No âmbito da Cúpula Ibero-Americana em Madri, o Brasil se uniu a outros 21 países que criticam o reforço militar britânico nas ilhas Malvinas. Um comunicado conjunto, divulgado em 5 de novembro, exige que o Reino Unido retome o diálogo com a Argentina e questiona a exploração de petróleo no Atlântico Sul. O que significa a participação brasileira?

O comunicado reafirma a necessidade de voltar o quanto antes às negociações "com o objetivo de encontrar uma solução pacífica e definitiva" para a disputa de soberania das Malvinas, das ilhas Geórgia do Sul, Sandwich do Sul e das águas marítimas circundantes.

Uma reação internacional que inclui o Brasil foi provocada pela combinação de tropas britânicas, navios de guerra e interesses petrolíferos de Londres nas águas disputadas.

Enquanto o Reino Unido mantém caças e meios navais no arquipélago, em 3 de novembro a Marinha Real divulgou uma missão do HMS Medway e embarque de 30 militares, confirmando que as atividades de vigilância e treinamento militar continuam lá. Os caças Eurofighter Typhoon estão estacionados na base aérea de Mount Pleasant, tendo participado em outubro deste ano de um treinamento nas ilhas a uma distância de 3.300 km do Brasil.

Além disso, o impasse com a Argentina foi agravado pelo projeto da exploração de petróleo no campo Sea Lion, que passou para uma nova etapa em dezembro de 2025. Mesmo que a declaração de Madri não determine a paralisação das operações do Sea Lion, o documento expressa, através das vozes internacionais, que tais iniciativas unilaterais da exploração dos recursos naturais dificultam a busca do compromisso.

Trata-se de um assunto sensível para Brasília, já que a disputa entre os argentinos e os britânicos envolve o entorno estratégico do Atlântico Sul, uma região onde cruzam interesses de defesa marítima e rotas comerciais.

O novo comunicado de Madri eleva a pressão diplomática sobre Londres, e o Brasil tem sua contribuição nela. Mas por enquanto o Reino Unido mantém sua política de defesa do arquipélago, apelando aos resultados do referendo entre a população local em 2013, que votou a favor à manutenção do status de território britânico ultramarino.

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