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Presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia deixa o país e alega ameaças como motivos
O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, afirmou nesta quarta-feira (4) em suas redes sociais que o país sul-americano "deixou de ser seguro" e que tanto sua liberdade e sua vida quanto as de sua família estavam em perigo.
O magistrado declarou que não há processos contra eles, mas "que começarão em breve", pois "vão forjar provas" para desacreditá-lo.
"Acabaram-se as garantias jurídicas: o poder político transformou novamente a Justiça em uma porta giratória, que adota como regra a prisão preventiva de quem não compartilha de suas posições e também não hesita em contratar pistoleiros para silenciar pessoas por meio da morte", declarou na rede social X.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, comentou, durante um evento na Espanha, que a saída de Saucedo do país era "lamentável", mas que se tratava de uma notícia "animadora para o futuro".
Segundo ele, o magistrado deixou a Bolívia "porque há uma série de denúncias ou investigações sobre nosso modelo de sistema judicial.
O ministro de Governo da Bolívia, Marco Antonio Oviedo, afirmou à imprensa local que não havia mandados de prisão contra o presidente do Tribunal Supremo de Justiça.
Segundo ele, investigações da polícia relacionam Saucedo ao ex-procurador-geral do Estado, Roger Mariaca, que está preso acusado de ligações com o narcotráfico.
Em julho, Saucedo declarou que ia renunciar à presidência do TSJ, em meio a uma disputa com o governo do presidente Rodrigo Paz por orçamento maior para o Poder Judiciário, e ameaçou uma greve.
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