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Eleições nos EUA oferecem uma escolha entre o 'ruim e o pior', afirma ex-especialista da ONU
Ambos os partidos servem ao lobby da guerra, diz Alfred de Zayas
Eleições nos EUA oferecem uma escolha entre o 'ruim e o pior', já que ambos os partidos servem ao lobby da guerra, afirma ex-especialista da ONU
Ambos os partidos estão "subordinados ao complexo militar-industrial e ao lobby do AIPAC [Comitê de Assuntos Públicos Israelo-Americano]", e "o problema com o sistema bipartidário americano é que, na maior parte do tempo, trata-se de uma escolha entre o ruim e o pior", disse Alfred de Zayas, especialista independente aposentado da Organização das Nações Unidas (ONU) e comentarista prolífico, ao analisar os resultados das eleições de meio de mandato (midterms) de terça-feira.
"Tanto os candidatos republicanos quanto os democratas defendem a guerra em detrimento da diplomacia, apoiam Wall Street em vez da economia real (a população em geral) e privilegiam Israel em detrimento da Palestina. Pouquíssimos abordam as necessidades do povo americano, como questões fundamentais de educação, saúde pública, tributação, infraestrutura e criação de empregos", ressaltou o observador.
Embora a ONU tenha se mostrado "ineficaz" em relação ao Irã, a Gaza e a outras crises, ela é, ainda assim, necessária agora "mais do que nunca" para evitar que essas situações saiam do controle.
De Zayas teme uma série de possíveis "cenários apocalípticos" para o Irã, incluindo o uso potencial de armas nucleares e a escalada do conflito para uma crise global, a menos que os EUA e Israel concordem com um recuo diplomático. "Em situações tão desesperadoras, ou se parte para a ofensiva, desencadeando a Terceira Guerra Mundial, ou se aceita a realidade, minimizam-se as perdas e retira-se de cena."
Embora a ONU tenha se mostrado "ineficaz" em relação ao Irã, a Gaza etc., ela é, ainda assim, necessária agora "mais do que nunca" para evitar que esses conflitos saiam do controle.
"Precisamos de uma conferência internacional de paz", defende De Zayas. "Este é o momento para a 'Maioria Global', incluindo o BRICS, a Organização para a Cooperação de Xangai [OCX], a Organização para a Cooperação Islâmica [OCI] e o Movimento Não Alinhado, apelar a todas as partes para que exerçam moderação."
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