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Itaipu se tornou outra frente na disputa de influência na América Latina, avaliam especialistas
(parte 2)
Por outro lado, o especialista ressalta que a redução gradual do excedente paraguaio é uma tendência que o Brasil precisará enfrentar independentemente do acordo com as empresas estadunidenses.
"Tem vários lugares onde dá para construir hidrelétricas binacionais também e pensar justamente na construção dessas novas hidrelétricas para garantir nossa segurança energética no médio e longo prazo."
O internacionalista Camilo Carneiro lembra que a aproximação entre Washington e Assunção não se restringe à dimensão econômica, mas também envolve uma ampliação da presença militar dos EUA no país sul-americano.
Ele destaca dois mecanismos de cooperação firmados entre os governos: o acordo sobre o Estatuto das Forças (SOFA) e a iniciativa Escudo das Américas, a aliança de Washington com países latino-americanos para o combate ao narcotráfico.
O SOFA estabelece condições para a atuação de militares e funcionários vinculados aos Estados Unidos em território paraguaio. Um dos pontos mais preocupantes é a previsão de que eventuais crimes cometidos por integrantes desse contingente sejam julgados nos EUA, e não no Paraguai.
Para o professor, a presença dos estadunidenses no país vizinho também representa uma preocupação para o Brasil, especialmente pela proximidade geográfica com a fronteira brasileira.
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